14ª vitória da McLaren na Hungria: Norris vence e amplia vantagem

Lando Norris conquistou a 14ª vitória da McLaren no Hungaroring ao dominar o Grande Prêmio da Hungria de 2026, marcando seu primeiro triunfo na temporada e consolidando a liderança da equipe no campeonato. A prova, que encerrou a primeira metade do calendário antes da pausa de verão, reuniu os cinco primeiros colocados em diversos momentos, com representantes de todas as equipes de ponta disputando posição de forma intensa.
Norris largou na pole e precisou de uma estratégia precisa para superar o companheiro Oscar Piastri. Logo na segunda volta, Piastri assumiu a ponta após Norris escorregar na curva 2, mas a McLaren optou por manter o protocolo de paradas, priorizando o líder da prova. A diferença surgiu no segundo jogo de pneus: Piastri parou na volta 33 para cobrir rivais, enquanto Norris estendeu o stint até a volta 39, ganhando vantagem de ritmo com compostos mais novos. Essa decisão permitiu que Norris emergisse na frente após a parada e aumentasse consistentemente a diferença até o fim.
O incidente envolvendo Piastri e Carlos Sainz na volta 39 foi decisivo. Ao tentar ultrapassar o Williams na curva 2, Piastri sofreu uma colisão que custou tempo valioso e facilitou a ultrapassagem de Norris. Sainz recebeu apenas cinco segundos de punição, mas o prejuízo para o australiano foi maior: ele ainda enfrentou problemas de transmissão mais tarde e abandonou sob virtual safety car na volta 56. Norris, por sua vez, aproveitou a bandeira para realizar uma parada extra por pneus macios e selou a vitória com margem confortável.
Max Verstappen completou em segundo após uma corrida de recuperação com o Red Bull, superando os dois Ferraris apesar de reclamar de degradação aerodinâmica e trocas de marcha inconsistentes. Charles Leclerc anotou a volta mais rápida, mas terminou em quarto, enquanto Lewis Hamilton caiu para quinto após uma punição por excesso de velocidade no pit-lane. A Ferrari, que parecia forte nos treinos, viu seu ritmo comprometido por erros de classificação e pela necessidade de gerenciar pneus macios no lado sujo do grid.
A Mercedes apareceu abaixo do esperado, com Kimi Antonelli garantindo o pódio em terceiro após largar em sétimo. George Russell, prejudicado por danos no motor, recuperou apenas até a sétima posição. Antonelli ampliou sua vantagem no campeonato para 50 pontos sobre Hamilton e 59 sobre o companheiro, demonstrando consistência em uma pista difícil para ultrapassagens.

A prova também destacou o bom desempenho de equipes de meio de pelotão, como a Racing Bulls com Liam Lawson em oitavo e Arvid Lindblad em décimo, subindo para quinto no mundial de construtores. Nico Hulkenberg pontuou pela Audi em nono, enquanto a Aston Martin mostrou evolução com atualização aerodinâmica.
O calendário da segunda metade da temporada reserva desafios adicionais. Devido ao conflito no Oriente Médio, o Grande Prêmio do Bahrein foi transferido para o circuito de Sepang, na Malásia, em outubro, mantendo o número de etapas acima de vinte. A Fórmula 1 demonstrou flexibilidade semelhante à vista na pandemia, e uma prova europeia substituta pode ocorrer em novembro ou dezembro. Com 291 pontos ainda em disputa e as quatro primeiras equipes muito próximas, o título permanece aberto. Norris e a McLaren chegam à pausa de verão com impulso, mas a concorrência de Verstappen, Ferrari e Mercedes exige atenção total no retorno em Zandvoort.
A análise da etapa reforça a importância da estratégia de pneus em circuitos de alto desgaste como o Hungaroring. A capacidade de Norris de manter ritmo constante após a troca tardia de compostos foi o diferencial que transformou uma possível derrota em triunfo, enquanto a McLaren administra agora uma vantagem que pode ser decisiva no restante do ano.
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