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23ª rodada do Brasileirão: três árbitras mulheres pela primeira vez

Por Rafael Mendes11 de agosto de 20263 min de leitura
23ª rodada do Brasileirão: três árbitras mulheres pela primeira vez — Futebol

Pela primeira vez na história do Brasileirão Série A, três árbitras comandam partidas na mesma rodada. A 23ª etapa do campeonato reserva um marco importante para a arbitragem feminina no futebol brasileiro, com Charly Deretti, Daiane Muniz e Edina Alves Batista no comando dos apitos.

O cenário reflete um avanço gradual, mas ainda lento, da presença feminina nas decisões de campo da elite nacional. Charly Deretti estreia como árbitra principal na Série A ao apitar São Paulo x Coritiba no Morumbis, auxiliada por Fernanda Nandrea Gomes Antunes e Anne Kesy Gomes de Sá. O trio feminino completo nesse jogo reforça o momento simbólico da rodada e coloca a catarinense em destaque após passagens como VAR e boa atuação no Brasileirão Feminino.

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Daiane Muniz assume Chapecoense x Bahia na Arena Condá, sua primeira vez como árbitra central nesta edição do Brasileirão. A paulista já tem experiência em competições nacionais e agora ganha espaço maior na Série A, onde a disputa por pontos segue acirrada no meio da tabela. O Bahia busca reação após oscilações recentes, enquanto a Chapecoense luta para sair da zona de rebaixamento.

Edina Alves Batista comanda Internacional x Remo no Beira-Rio, com Neuza Ines Back e Marcia Bezerra Lopes Caetano nas linhas. Edina é a única das três que já havia apitado jogos da Série A nesta temporada, tendo dirigido Grêmio x Remo e Grêmio x Fluminense. Sua presença traz mais rodagem ao trio, que também atua com equipe de campo totalmente feminina.

Além das árbitras de campo, quatro mulheres vão atuar nas cabines de VAR nesta rodada: Elizabete Gomes, Jenifer Alves de Freitas, Helen Araujo e Lilian da Silva Fernandes Bruno. A CBF tem buscado ampliar a participação feminina em todas as funções de arbitragem, mas o salto de uma para três árbitras principais na mesma rodada marca uma mudança concreta de ritmo.

23ª rodada do Brasileirão: três árbitras mulheres pela primeira vez — Futebol

O Brasileirão atravessa momento de alta competitividade, com o G4 ainda indefinido e várias equipes brigando por vaga na Libertadores. A presença de mais árbitras mulheres em jogos de alta visibilidade ajuda a normalizar a participação feminina em decisões que impactam diretamente a tabela e o destino dos clubes. Torcedores de São Paulo, Coritiba, Chapecoense, Bahia, Internacional e Remo vão acompanhar de perto como as equipes de arbitragem conduzem os lances decisivos.

Historicamente, a arbitragem feminina no Brasil cresceu a partir do Brasileirão Feminino e de competições internacionais, mas a Série A masculina demorou a abrir espaço. Edina Alves Batista abriu caminho ao apitar jogos da elite, e agora a CBF amplia o número de árbitras centrais na mesma rodada. Isso não muda os resultados em campo de forma direta, mas fortalece o debate sobre representatividade e qualidade técnica em um momento em que o futebol brasileiro busca modernizar sua imagem.

A rodada ainda reserva outros jogos relevantes para a classificação, com equipes do meio de tabela tentando engatar sequência positiva e times da parte de baixo brigando para escapar da zona de rebaixamento. A arbitragem feminina entra nesse contexto como mais um elemento de atenção, especialmente nos dois confrontos com trio de campo totalmente feminino.

O futebol brasileiro ainda tem caminho a percorrer para igualdade de oportunidades, mas a 23ª rodada mostra que a evolução acontece de forma concreta quando a CBF dá espaço real em jogos da Série A. Os próximos fins de semana vão revelar se esse número de árbitras principais se consolida ou volta a cair.

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