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4-2-4 de Ancelotti: esquema ofensivo da Seleção cabe Neymar ou expõe o Brasil na Copa?

21 de maio de 20262 min de leituravia Rafael Souza
4-2-4 de Ancelotti: esquema ofensivo da Seleção cabe Neymar ou expõe o Brasil na Copa? — Futebol

Tática ofensiva de Ancelotti divide opiniões

O técnico Carlo Ancelotti tem adotado com frequência o sistema 4-2-4 na Seleção Brasileira, deixando apenas dois volantes no meio-campo e apostando em quatro peças mais avançadas. Com apenas cinco meio-campistas na lista de 26 convocados para a Copa do Mundo de 2026, a ideia de um setor central mais leve ganha força, mas levanta dúvidas sobre o equilíbrio defensivo.

Flexibilidade é a chave

Especialistas ouvidos pelo Lance! alertam que o sucesso do esquema depende muito mais da capacidade de adaptação durante os jogos do que da estrutura inicial. O treinador Maurício Barbieri destaca que o time precisa alternar entre diferentes formações conforme a necessidade, evitando rigidez tática.

Quando a bola está com o adversário, os pontas voltam rapidamente para formar duas linhas de quatro, transformando o 4-2-4 em um 4-4-2 compacto. Os volantes, por sua vez, têm papel fundamental em manter a posição e proteger os espaços centrais.

Neymar encontra espaço no ataque

Apesar de ainda não ter sido testado por Ancelotti, Neymar pode se encaixar na formação como falso 9, ganhando liberdade para circular entre as linhas e criar jogadas. Analistas avaliam que ele teria menos exigência defensiva, mas precisaria de companheiros intensos ao seu lado para cobrir os espaços.

Nomes como Matheus Cunha, Endrick e Rayan surgem como opções para compor o ataque ao lado de Vinícius Júnior, garantindo intensidade nos dois lados do campo. Em alguns cenários, Neymar e Vini podem atuar juntos mais à frente, abrindo espaço para outros jogadores cobrirem a recomposição.

Versatilidade ajuda na transição

A convocação oferece opções versáteis que permitem mudanças rápidas de esquema. Lucas Paquetá, por exemplo, pode atuar como segundo volante ou até aberto pelos lados, facilitando a transformação do 4-2-4 em 4-3-3 ou 4-2-3-1 durante a partida.

O próprio Ancelotti já demonstrou preferência histórica pelo 4-3-3 em outros times, o que pode levar a ajustes pontuais ao longo da Copa do Mundo.

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