Análise: Atlético-MG desperdiça vantagem e repete falhas graves na Sul-Americana

Galo tropeça em velhos problemas contra o Juventud
O Atlético-MG viveu mais um capítulo de decepção na Copa Sul-Americana ao ceder o empate para o Juventud em pleno Mineirão. Após dominar o jogo e abrir 2 a 0, o time mineiro desmoronou nos minutos finais, sofrendo dois gols em sequência e complicando sua vida na competição continental.
Escolha por time titular e mudanças táticas
Pela primeira vez na fase de grupos fora de casa, o treinador Eduardo Domínguez abriu mão da rotação e mandou a campo a formação principal, similar à que bateu o Cruzeiro no Brasileirão. A única alteração foi na zaga, com Vitor Hugo substituindo o paraguaio Junior Alonso.
A equipe inicial contou com Everson no gol; Natanael, Lyanco, Ruan, Vitor Hugo e Lodi na defesa; Maycon (depois Tomás Pérez), Alan Franco e Bernard (Gustavo Scarpa) no meio; e na frente, Alan Minda (Dudu), além de Cassierra (Reinier). A estratégia visava garantir os três pontos, mas os erros recorrentes frustraram os planos.
Pressão inicial e gol salvador de Minda
Desde o apito inicial, o Juventud apostou em uma marcação agressiva, sufocando a saída de bola alvinegra. A defesa do Galo, mais uma vez, vacilou com passes errados e recuos precipitados, abrindo brechas perigosas. Everson foi o herói nos primeiros minutos, com defesas cruciais que evitaram o pior.
O time uruguaio desperdiçava chances na conclusão, mas o Atlético sofria para avançar. Quando superava a pressão com lançamentos ou transições velozes, ainda faltava precisão no último terço. Foi a estrela individual de Alan Minda que desequilibrou: em rebote na área, ele viu o goleiro adiantado e tocou por cima, inaugurando o marcador.
Segundo tempo de recuo e colapso defensivo
Após o intervalo, o Galo adotou postura reativa, liberando espaços ao adversário. Em cobrança de falta, Vitor Hugo ampliou para 2 a 0, sugerindo tranquilidade. Mas o relaxamento veio a seguir: desatenção imediata permitiu o gol de desconto, e em menos de dez minutos, uma bola aérea selou o 2 a 2.
A linha defensiva de três zagueiros, pensada para dominar o jogo aéreo, mostrou descoordenação total. Cruzamentos constantes e infiltrações exploraram falhas crônicas, custando caro à classificação. O Atlético soma pontos perdidos e precisa urgentemente corrigir essas vulnerabilidades para sonhar com as oitavas.
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