Arsenal enfrenta problemas no ataque: Como Kai Havertz pode ser a solução contra o Manchester City

Olá, torcedores! Bem-vindos à nossa análise especial sobre a Premier League, onde mergulhamos nos bastidores dos grandes jogos com dados e opiniões afiadas. Nesta semana, o foco está no Arsenal, que enfrenta um dilema ofensivo antes do confronto decisivo contra o Manchester City, no Etihad Stadium, neste domingo. Além disso, trazemos um reencontro especial para Granit Xhaka e um jovem talento para ficar de olho.
O desafio técnico do Arsenal
Na última quarta-feira, o Arsenal conseguiu avançar às semifinais da Liga dos Campeões contra o Sporting, apostando na solidez defensiva após a vantagem conquistada no jogo de ida. Esse retorno à estabilidade na zaga foi crucial, mas o desempenho ofensivo deixou claro que há muito a melhorar. Mikel Arteta agora busca respostas para um ataque que tem patinado, especialmente diante de um adversário do calibre do Manchester City.
Líder da Premier League com seis pontos de vantagem, o Arsenal não está sob pressão imediata para vencer este jogo. No entanto, contra um time como o City, depender apenas da defesa pode não ser suficiente. Arteta tem sido criticado por um estilo de jogo que, para alguns, prioriza a cautela em detrimento da criatividade. Será que o foco em jogadas de bola parada sacrificou a fluidez no ataque? Ou o problema está na escolha dos jogadores?
As lesões limitam as opções do treinador, com Bukayo Saka e Martin Odegaard entre os jogadores em dúvida para o duelo. Contra o Sporting, o trio ofensivo formado por Noni Madueke, Gabriel Martinelli e Viktor Gyokeres mais uma vez não funcionou. Em seis jogos com os três como titulares, o Arsenal venceu apenas dois. Os números mostram que, apesar de terem marcado 36 gols juntos nesta temporada, falta segurança técnica para manter a posse de bola na frente. Gyokeres, por exemplo, perdeu a posse 246 vezes na Premier League, com uma taxa de 43,5%, a segunda maior entre jogadores de linha na competição.
Kai Havertz como solução
A entrada de substitutos como Kai Havertz, Leandro Trossard e Gabriel Jesus contra o Sporting trouxe mais controle, ainda que não necessariamente criatividade. Havertz, em particular, se destacou em apenas 35 minutos, vencendo mais duelos aéreos que qualquer outro jogador (três) e completando 15 passes, três vezes mais que Gyokeres. Seus números nas últimas duas temporadas mostram superioridade como homem de referência no ataque.
O alemão de 26 anos, que já marcou contra o City em momentos decisivos, como na final da Liga dos Campeões pelo Chelsea, pode ser a peça que falta para equilibrar o ataque do Arsenal. Em uma atuação memorável na vitória por 5 a 1 sobre o City no Emirates, na temporada passada, Havertz deu assistência, marcou gol e foi dominante no jogo aéreo. Sua escalação como referência no domingo pode ser a chave para o Arsenal resistir à pressão de Pep Guardiola, que costuma bloquear o meio-campo e forçar erros com passes longos.
Xhaka de volta ao radar
Outro ponto de destaque é o reencontro de Granit Xhaka, ex-capitão do Arsenal, com Unai Emery, técnico que o retirou da liderança em 2019. Agora no Sunderland, Xhaka tem sido fundamental para a boa fase da equipe, que venceu três dos últimos quatro jogos na Premier League, incluindo um triunfo sobre o Tottenham. Com ele em campo, o Sunderland tem média de 1,5 ponto por jogo, contra apenas 1 sem sua presença. Seu impacto será testado contra o Aston Villa, neste domingo.
Jovem para ficar de olho
Por fim, vale acompanhar Tyrique George, jovem emprestado pelo Chelsea ao Everton. Apesar do pouco tempo de jogo, sua velocidade foi decisiva no empate contra o Brentford na última rodada. David Moyes prometeu mais minutos ao jogador, que pode ser uma arma contra o Liverpool no clássico de Merseyside.
O Arsenal precisará de ajustes para superar o Manchester City, mas Havertz surge como uma esperança para dar nova vida ao ataque. E você, o que acha das escolhas de Arteta? Deixe sua opinião nos comentários!
