Fórmula 1

Aston Martin enfrenta 'pesadelo' no início da temporada 2026 da F1, e solução pode demorar, alerta Martin Brundle

14 de abril de 20264 min de leituravia F1
Aston Martin enfrenta 'pesadelo' no início da temporada 2026 da F1, e solução pode demorar, alerta Martin Brundle

A Aston Martin está vivendo um verdadeiro 'pesadelo' no começo da temporada 2026 da Fórmula 1, e não há sinais de uma recuperação rápida no horizonte, segundo o comentarista da Sky Sports F1, Martin Brundle. Mesmo com a expectativa altíssima após a contratação do gênio do design Adrian Newey e a parceria com a Honda como fornecedora oficial de motores, a equipe britânica não conseguiu sequer se aproximar de pontuar nas três primeiras corridas do ano.

Ao lado da novata Cadillac, que já era esperada no fundo do grid, a Aston Martin tem enfrentado dificuldades extremas. O 18º lugar de Fernando Alonso no GP do Japão foi o único resultado em que um dos carros da equipe completou uma corrida inteira até agora. Na classificação em Suzuka, Alonso e Lance Stroll largaram na última fila, a incríveis quatro segundos do ritmo dos líderes. Após a prova, Stroll chegou a brincar que ele e seu companheiro espanhol estavam disputando um 'campeonato particular da Aston Martin', uma declaração que reflete o drama vivido pela equipe e o longo caminho que têm pela frente.

'E isso dói, não é? É quase como jogar sal na ferida', comentou Brundle no podcast The F1 Show. 'É um pesadelo de qualquer forma que você analise. Não têm velocidade nem confiabilidade. Com o calendário implacável da Fórmula 1 e os limites de custo, vai ser muito difícil reverter essa situação rapidamente. Eles precisam definir por onde começar.'

Um problema de longo prazo

Brundle ainda destacou que a situação não deve melhorar significativamente até 2027. 'É um show de horrores, e vamos ter que acompanhar essa dor. Claro que vão evoluir em algum grau, mas estão perdendo três, quatro segundos por volta em algumas corridas. É como se estivessem em uma categoria diferente dos líderes. Então, fiquem de olho, mas vai demorar.'

A Aston Martin e a Honda afirmaram que estão trabalhando intensamente para resolver os problemas, com foco imediato nas vibrações do motor que têm afetado a confiabilidade e limitado a quilometragem dos pilotos no início da temporada. A próxima etapa, o GP de Miami no início de maio, será um teste crucial. Enquanto isso, o desenvolvimento do chassi AMR26 continua, com Newey confiante no potencial do carro assim que novas atualizações forem implementadas e o desempenho da unidade de potência melhorar. A Honda também terá direito a oportunidades extras de upgrades sob as regras de Desenvolvimento e Atualização Adicional (ADUO) de 2026.

Expectativas realistas

David Croft, outro comentarista da Sky Sports F1, reforçou que completar uma corrida no Japão já foi uma conquista para a equipe, mas destacou que o projeto é de longo prazo. 'Resolver os problemas que não foram identificados cedo o suficiente vai levar tempo. Acho que todos os lados desse projeto tiraram o foco da bola por um momento. Eu apostava em Silverstone para um carro B-spec, mas agora parece mais provável em Spa. A unidade de potência precisa de muito ajuste fino e só deve voltar melhor após o intervalo de Natal.'

Croft também apontou que, enquanto o chassi não se adaptar à unidade de potência e as vibrações não forem controladas, a equipe continuará sofrendo. 'Vejo eles pontuando? Só se 12 outros carros abandonarem. Chegar ao fim foi ótimo, mas, como disse Mike Krack [chefe de pista], não é exatamente motivo para comemorar.'

A Fórmula 1 retorna entre 1 e 3 de maio com o GP de Miami, o segundo fim de semana de Sprint da temporada, transmitido ao vivo pela Sky Sports F1. Vamos torcer para que a Aston Martin comece a mostrar sinais de recuperação, mas, por enquanto, a torcida brasileira acompanha com o coração apertado essa fase difícil de uma equipe tão promissora.

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