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Atlético-MG encerra 2025 com R$ 400 milhões em transações no mercado: vendas da base impulsionam caixa

7 de maio de 20262 min de leituravia Rafael Souza
Atlético-MG encerra 2025 com R$ 400 milhões em transações no mercado: vendas da base impulsionam caixa — Futebol

O Atlético-MG apresentou seu relatório financeiro referente ao ano de 2025, revelando um volume impressionante de negócios no mercado de transferências. Somando investimentos em reforços e receitas com saídas de atletas, o Galo transacionou aproximadamente R$ 400 milhões, em um esforço para equilibrar as contas em meio a desafios esportivos e econômicos.

Investimentos em reforços sem o impacto desejado

O clube alocou cerca de R$ 181 milhões para trazer novos jogadores ao elenco. Apesar da atividade intensa, vários aportes de maior valor não entregaram o desempenho aguardado em campo. Casos como os de Júnior Santos e Rony exemplificam a situação, com os atletas saindo do clube em pouco tempo após as chegadas. Essa lista de contratações principais reflete uma estratégia ousada, mas com resultados mistos que impactaram o planejamento para a temporada.

Vendas estratégicas geram superávit

Por outro lado, as negociações de saída foram o destaque positivo. O Atlético faturou R$ 203 milhões com transferências, impulsionadas principalmente por jovens talentos revelados em sua base. Esse montante representa um crescimento de 12% em comparação com o ano anterior, demonstrando a força do setor de formação de atletas como fonte de receita sustentável. As principais vendas do período reforçam a reputação do Galo como exportador de promessas para mercados europeus e nacionais.

Dívida em alta apesar do movimento no mercado

Mesmo com o fluxo positivo nas transferências, outros fatores como juros de empréstimos e obrigações fiscais pressionaram as finanças. A dívida total do Atlético saltou em R$ 403 milhões, passando de R$ 1,369 bilhão em 2024 para R$ 1,772 bilhão ao final de 2025. O perfil dessa dívida, composto por compromissos variados, exige atenção redobrada da diretoria para evitar complicações futuras. Esse cenário reflete os desafios comuns a grandes clubes brasileiros, onde o equilíbrio entre ambição esportiva e saúde financeira é uma batalha constante.

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