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Atlético-MG penetra no caos e avança na Copa do Brasil com heróis improváveis

14 de maio de 20263 min de leituravia Rafael Souza
Atlético-MG penetra no caos e avança na Copa do Brasil com heróis improváveis — Futebol

Galo escapa por pouco e segue vivo no torneio

O Atlético-MG superou o Ceará em uma disputa nervosa de pênaltis e conquistou a vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Apesar de uma exibição repleta de falhas e descoordenação, o time mineiro evitou um vexame histórico graças aos destaques individuais de Kauã Pascini, no tempo normal, e Éverson, nas penalidades máximas, que garantiram a sobrevivência do Galo na competição.

Pesadelo inicial e domínio cearense

A estratégia montada por Eduardo Domínguez desmoronou rapidamente. Aos quatro minutos, Cissé falhou feio em uma chance clara do Ceará, cometeu pênalti e foi expulso. O Vozão converteu a penalidade e, em menos de dez minutos, igualou o placar agregado, anulando a vantagem do Atlético-MG.

Com superioridade numérica desde o começo, o time nordestino assumiu o controle total do jogo e ganhou ainda mais moral. Logo em seguida, um gol cearense foi corretamente invalidado por irregularidade sobre Éverson. Mas o alívio durou pouco: no contra-ataque imediato, o atacante visitante driblou Pérez e Lyanco com facilidade, finalizou e a bola desviou em Éverson após tentativa frustrada de Lodi, colocando o Ceará na frente por 2 a 0 no confronto.

Reação forçada e equilíbrio precário

Mesmo liderando, o Ceará continuou pressionando em busca de um placar mais confortável. A defesa atleticana expunha buracos gigantescos, e o meio-campo mineiro não conseguia conectar com o ataque, revelando uma falta gritante de coesão.

Domínguez reagiu cedo, ainda na primeira etapa: tirou Román para Natanael, reformulando a defesa, e trocou Reinier por Cuello para injetar dinamismo ofensivo. Essas trocas estabilizaram o Galo, que passou a disputar mais a bola e a reduzir as ameaças adversárias.

No segundo tempo, o Atlético-MG dominou a posse, mas faltou inspiração para furar o bloqueio cearense. O Vozão se fechou bem atrás e apostou em rápidos contra-ataques, explorando as brechas deixadas pelos mineiros. Éverson foi essencial para conter o pior e manter viva a esperança atleticana.

Heróis salvadores e lições amargas

Em um futebol cheio de reviravoltas, Kauã Pascini surgiu como o primeiro salvador: aos 45 do segundo tempo, com o único arremate perigoso do Galo, empatou o agregado e forçou os pênaltis.

Nas cobranças, Éverson se elevou: defendeu duas e converteu a decisiva, selando a classificação. Ainda assim, a vitória não mascara o futebol apático e vulnerável apresentado. Domínguez enfrenta um desafio enorme para consertar essas deficiências e evitar mais sustos na temporada.

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