Bap assume parcela de culpa por desgaste com Leila Pereira

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, assumiu publicamente uma parcela da responsabilidade pelo desgaste na relação com Leila Pereira, mandatária do Palmeiras. A declaração foi dada em entrevista ao podcast Sports Market Makers, divulgada em 4 de agosto de 2026, e trouxe à tona detalhes sobre como a rivalidade entre os dois clubes vai além dos gramados.
Bap deixou claro que Flamengo e Palmeiras não precisam ser amigos, mas precisam sentar à mesa para tratar de negócios de forma profissional. Ele reconheceu que a inimizade pessoal com Leila dificulta as negociações, especialmente no que envolve o novo acordo da Libra pelos direitos de transmissão. O Palmeiras, vale lembrar, acabou saindo do grupo, o que complicou ainda mais o cenário.
O dirigente rubro-negro foi direto ao falar sobre o tema. Ele explicou que a diferença de personalidades pesa, mas que isso não impede o diálogo quando o assunto é o interesse dos clubes. “O jogo tem isso, às vezes umas cotoveladas, ofensas”, resumiu, em tom de quem já viu de tudo no futebol. Bap reforçou que não joga toda a culpa na presidente do Verdão e que ele próprio tem sua parte nessa história de atritos.
O contexto recente ajuda a entender o tamanho do problema. Tudo ganhou mais combustível depois que o Flamengo divulgou uma nota oficial acusando a arbitragem de beneficiar o Palmeiras. A manifestação veio logo após o jogo contra o Vitória, quando dois jogadores baianos foram expulsos no mesmo lance e o Verdão ampliou a vantagem na liderança do Brasileirão. Antes disso, Maurício, do Palmeiras, acertou uma cotovelada no zagueiro Cacá e recebeu apenas amarelo. Leila respondeu chamando a atitude do Flamengo de “cara de pau”. Bap, agora, tenta mostrar que o caminho para resolver questões como a Libra passa por superar esse tipo de rusga.
Mesmo assim, o presidente do Flamengo fez questão de separar a instituição Palmeiras das divergências pessoais. Ele elogiou o trabalho de Paulo Nobre em um momento delicado do clube paulista e disse que admira o que foi construído por lá. Chegou a afirmar que Paulo Nobre merece uma estátua no Allianz Parque. Bap também citou relações positivas com outros dirigentes do Verdão, como Galiotte e Anderson Barros, mostrando que o problema não é com o clube em si, mas com o atual momento de tensão entre ele e Leila.

No Flamengo, a prioridade agora é manter o time competitivo enquanto lida com essa frente extra de campo. O treinador vive sob pressão por resultados imediatos e a diretoria sabe que precisa de reforços de verdade para sustentar a briga no G4. Do lado do Palmeiras, a saída da Libra já mostra que o clube prefere seguir seu próprio caminho em relação aos direitos de transmissão, o que pode gerar impacto financeiro diferente nos próximos anos.
A declaração de Bap serve como um recado claro: a rivalidade entre Flamengo e Palmeiras é saudável quando fica dentro de campo, mas vira obstáculo quando atrapalha negócios que envolvem os dois maiores clubes do país. Quem bate esquece, quem apanha não esquece, como o próprio dirigente resumiu. Ainda assim, ele deixou a porta aberta para conversas futuras, desde que o foco seja o interesse das instituições.
No fim das contas, o episódio reforça como o futebol brasileiro mistura paixão, política e dinheiro em doses iguais. Enquanto os times disputam pontos na tabela, os presidentes trocam farpas que podem influenciar acordos milionários. Bap mostrou que reconhece seu papel nessa história e que, apesar de tudo, o diálogo continua sendo o único caminho viável para resolver pendências como a Libra. O torcedor, do lado de fora, só quer ver os clubes brigando por títulos, não por notas oficiais.
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