Bap e Leila: Rivalidade Política Supera o Campo no Fla-Palmeiras

Conflito de gestão acirra clima entre as potências
O duelo entre Flamengo e Palmeiras neste sábado, no Maracanã, vai além de uma simples partida entre os principais clubes do país. A tensão política entre o presidente rubro-negro Luiz Eduardo Baptista, o Bap, e a mandatária palmeirense Leila Pereira transformou o confronto em um embate de narrativas e interesses institucionais.
Libra como epicentro da crise
A saída do Palmeiras do bloco Libra, responsável por negociações de direitos de transmissão, marcou o ápice do desgaste. Bap minimizou a decisão e afirmou que o clube paulista não terá participação em eventuais aumentos de receita obtidos pelo grupo. Leila rebateu as críticas, destacando que atua exclusivamente em defesa dos interesses do Palmeiras e negou qualquer envolvimento com a compra da SAF do Vasco.
SAF e questões fiscais ampliam divergências
Outro ponto de atrito surgiu com a hipótese de participação de familiares de Leila em operações ligadas à SAF vascaína. Bap criticou a possibilidade de propriedade cruzada entre clubes e questionou empréstimos da Crefisa ao time de São Januário. O Flamengo também reafirmou sua posição contrária a benefícios fiscais excessivos para o modelo SAF, defendendo punições esportivas para casos de má gestão financeira.
Disputa por títulos alimenta rivalidade institucional
Nos últimos anos, os dois clubes acumularam conquistas expressivas, incluindo a final da Libertadores vencida pelo Flamengo em 2025. Essa hegemonia transformou qualquer divergência entre as diretorias em tema nacional, elevando o peso de cada declaração pública.
O confronto no Maracanã, portanto, representa não apenas a busca por três pontos, mas também uma disputa por influência no cenário do futebol brasileiro.
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