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Brighton 3-0 Chelsea: Blues em frangalhos com técnico, elenco e torcida em rota de colisão

Por Rafael Mendes22 de abril de 20263 min de leitura
Brighton 3-0 Chelsea: Blues em frangalhos com técnico, elenco e torcida em rota de colisão — Futebol

Cenas de caos após o apito final

As imagens ao fim da partida entre Brighton e Chelsea, que terminou em 3 a 0 para os donos da casa, revelaram um clube completamente desmoronado. Liam Rosenior, treinador dos Blues, pediu desculpas aos torcedores que o vaiaram durante todo o segundo tempo. Já Enzo Fernández, usando a braçadeira de capitão apesar de rumores sobre saída para outro time, apenas deu de ombros para os mesmos fãs.

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Uma bandeira com 'Queremos BlueCo Fora' surgiu na torcida visitante, bem na presença do coproprietário Behdad Eghbali – apenas uma semana após ele afirmar que Rosenior poderia ter sucesso a longo prazo.

Desempenho desastroso em campo

Desde os dois minutos iniciais, quando Kaoru Mitoma obrigou Robert Sanchez a fazer uma defesa, o jogo ganhou contornos claros de domínio do Brighton. A falta de garra dos jogadores do Chelsea ficou evidente nos duelos: demoraram 32 minutos para registrarem o primeiro desarme. No intervalo, 10 dos 11 titulares não haviam feito nenhum.

Não é surpresa que os Blues tenham sido tão apáticos sem a bola. Em todas as 34 partidas da Premier League até agora, foram superados em distância percorrida pelos adversários. Embora o alto índice de posse de bola – especialmente na era Enzo Maresca – ajude a explicar isso, o problema é a companhia na tabela: todos os times mais 'corridos' estão abaixo do esperado. O Chelsea segue o mesmo caminho e pode terminar a semana na parte inferior da classificação.

Descompasso entre treinador e jogadores

Rosenior classificou os hábitos do time como 'indefensáveis, não profissionais e inaceitáveis', mas o zagueiro Trevoh Chalobah discordou: 'Os garotos correram até não aguentar mais. No vestiário, todos estão exaustos. Não é questão de esforço'. No entanto, o Brighton percorreu sete quilômetros a mais que o Chelsea na noite de terça. 'Pelo desempenho, parece que há um descompasso', admitiu o treinador. 'Não sinto isso entre mim e os jogadores, mas falta espírito e crença'.

Ataque estéril e dados alarmantes

O pior está no setor ofensivo: cinco jogos seguidos na Premier League sem gols, e nenhum chute ao alvo nesta partida. O xG (gols esperados) do primeiro tempo foi de míseros 0,04 – o menor em 114 tempos de Maresca como técnico dos Blues.

Lesões de Cole Palmer, João Pedro e Estevão são usadas como desculpa, mas esse elenco custou £1 bilhão para ser montado, com nomes como Pedro Neto, Alejandro Garnacho e Liam Delap, todos experientes na liga.

Mudanças táticas desesperadas

Rosenior assumirá a culpa por não extrair o melhor do grupo – algo que Maresca fazia antes de sair. Optar por um 5-3-2 pela primeira vez na Premier League, só para voltar ao 4-2-3-1 no intervalo, pareceu um ato de desespero. 'É um trabalho duríssimo sobreviver nesse ambiente', opinou Tim Sherwood. 'O Chelsea é um clube em desenvolvimento'.

Lição amarga do modelo Brighton

Paradoxalmente, o projeto BlueCo expôs suas falhas justamente contra o Brighton, time que tanto tentaram imitar. Contrataram Paul Winstanley, ex-diretor esportivo dos Seagulls, e roubaram jogadores e staff. Rosenior é o segundo ex-Brighton no comando após Graham Potter, com ênfase em jovens – puro estilo Seagulls. Serem massacrados por quem copiaram é a humilhação máxima. Hora de mudar o rumo.

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