Carragher acusa Salah de egoísmo após críticas a Slot e cobra foco no Liverpool

Salah mira o estilo de jogo de Slot
Jamie Carragher não se surpreendeu com as recentes declarações de Mohamed Salah contra o técnico Arne Slot. O ex-zagueiro considerou as palavras do atacante egípcio como egoístas, especialmente em um momento decisivo da temporada do Liverpool.
Após a derrota por 4 a 2 para o Aston Villa, Salah publicou uma mensagem nas redes sociais em que cobrou o retorno do “futebol heavy metal” consagrado na era Jurgen Klopp. O jogador de 33 anos, que deixará o clube no verão europeu, afirmou que todos que chegam ao Anfield devem se adaptar a esse estilo, sem possibilidade de negociação.
Críticas antigas e comparações
Carragher lembrou que já havia chamado Salah de egoísta em entrevista concedida há menos de dois anos. Para ele, as novas declarações parecem uma “bomba” lançada no final da temporada, semelhante ao que Cristiano Ronaldo fez ao sair do Manchester United. O foco agora deveria estar no Liverpool e não no “Salah FC”, alertou o comentarista.
O time ainda precisa de pontos para garantir vaga na próxima Liga dos Campeões. Carragher destacou que, se Salah estiver entre os titulares ideais para o duelo contra o Brentford, Slot deve escalá-lo independentemente das rusgas.
Lições de Gerrard e Dalglish
O ex-jogador citou Steven Gerrard e Kenny Dalglish como exemplos de profissionais que guardaram críticas ao treinador para o vestiário. Nenhum dos dois ícones jamais expôs publicamente o comando técnico, mesmo em situações difíceis.
Carragher concluiu que Salah é um grande profissional dentro de campo, mas ainda precisa demonstrar a mesma maturidade fora das quatro linhas.
Reação de Gary Neville
Gary Neville também reprovou o timing das declarações do egípcio. O ex-zagueiro do Manchester United disse que ficaria “furioso” caso um jogador de seu clube fizesse comentários semelhantes. Para Neville, Salah escolheu o pior momento para “puxar o pino da granada” e agora deixa Slot em uma posição desconfortável.
Slot, segundo Carragher, não pode se dar ao luxo de ser egoísta: se precisar do atacante para assegurar a vaga na Champions, terá de colocá-lo em campo e oferecer a despedida merecida no Anfield.
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