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CBF assume liderança para criar liga única do Brasileirão até 2030

Por Rafael Mendes3 de junho de 20262 min de leitura
CBF assume liderança para criar liga única do Brasileirão até 2030 — Futebol

CBF busca unificar o futebol brasileiro

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) decidiu assumir o comando das negociações para criar uma liga única que organize o Campeonato Brasileiro. O objetivo é chegar a uma definição até o fim de 2026, superando as divergências que impediram os clubes de avançarem sozinhos.

Leia também10 de agosto: CBF inicia ciclo por liga única do Brasileirão 2027

Atualmente, o cenário está dividido entre dois grupos principais: a Libra e a FFU. Cada um representa interesses comerciais distintos e negocia direitos de transmissão de forma separada, o que fragmenta o mercado.

Modelos diferentes de gestão

A Libra optou por um caminho sem investidores externos e fechou um contrato de cerca de R$ 6 bilhões com a Globo para o período de 2025 a 2029. Já a FFU adotou um modelo de antecipação de receitas ao ceder parte dos direitos à Sports Media Entertainment, recebendo R$ 2,2 bilhões e distribuindo os pacotes entre várias plataformas.

Essa divisão surgiu após o fim do Clube dos 13 e reflete visões opostas sobre como explorar economicamente o principal torneio nacional.

Plano em três etapas

Em reunião realizada em abril de 2026, a CBF apresentou um estudo aos 40 clubes da Série A e B. O projeto prevê três fases: aprimoramento do produto, modelo conjunto de comercialização e estrutura de governança. Como os contratos atuais vão até 2029, as mudanças estruturais devem valer a partir de 2030.

A entidade também mostrou dados que evidenciam a defasagem financeira do Brasileirão em relação às principais ligas europeias, cujas receitas superam em muito os 1,8 bilhão de euros gerados no Brasil.

Desafios à frente

Apesar do interesse da CBF, obstáculos jurídicos e contratuais complicam o caminho. Os compromissos já assinados por Libra e FFU precisam ser conciliados. Além disso, surgiram tensões internas dentro da própria Libra, como a ação judicial movida pelo Flamengo contra os critérios de divisão de receitas.

Dirigentes acreditam que o potencial do mercado brasileiro ainda está longe de ser explorado, podendo chegar a R$ 13 bilhões com melhor aproveitamento de plataformas digitais e expansão internacional. O processo, porém, exigirá mais do que boa vontade política para se concretizar.

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