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CBF justifica manutenção de Bobadilla em campo após polêmica no clássico do Brasileirão

11 de maio de 20262 min de leituravia Vitória Mendes Albuquerque
CBF justifica manutenção de Bobadilla em campo após polêmica no clássico do Brasileirão — Futebol

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) publicou nesta segunda-feira (11) o relatório detalhado do VAR sobre a decisão de não expulsar o meia Bobadilla, do São Paulo, durante a vitória sobre o Corinthians na Neo Química Arena, no domingo (10). O lance em questão envolveu um suposto gesto obsceno na comemoração de gol, mas os árbitros entenderam que se tratava de uma expressão comum entre jogadores sul-americanos, sem violação das normas.

O árbitro Anderson Daronco, após revisão, concluiu que não houve toque nas partes íntimas nem intenção ofensiva. Ele descreveu o movimento como um incentivo à 'raça' e à garra, típico de atletas da região, o que evitou o cartão vermelho.

Reclamação do Corinthians e histórico de punições

O Corinthians não engoliu a decisão e prometeu questionar a CBF. O executivo de futebol Marcelo Paz anunciou que cobrará esclarecimentos oficiais da entidade. Para piorar, o Timão lembra de casos recentes em que seus próprios jogadores foram punidos por gestos parecidos: o volante Allan, expulso contra o Fluminense na 9ª rodada ao simular segurar as partes íntimas, e o meia André, que recebeu vermelho idêntico no dérbi contra o Palmeiras, pela 11ª rodada, direcionado ao atacante López.

Áudio completo da conversa no VAR revela debates internos

A CBF liberou o diálogo integral entre o árbitro de campo e a equipe do VAR, destacando a análise minuciosa:

  • Anderson Daronco (árbitro): "Tem algo com gestual na região genital. O Corinthians alega que foi o Bobadilla na comemoração."

  • Rodolpho Toski Marques (VAR): "Não há clareza para vermelho. Ele usa as duas mãos, mas sem encostar. Parece um 'raça, vamos lá!'. Sem contato."

  • Helton Nunes (assistente VAR): "Não toca no corpo."

  • Rodolpho Toski Marques: "Daronco, é interpretativo. Ele balança as mãos sem tocar. Pode ser 'raça' ou outra coisa, mas sem contato."

  • Anderson Daronco: "Minha visão: não toca nas genitais. É comemoração comum de estrangeiros, tipo 'vamos com raça!'. Vocês concordam?"

  • Equipe VAR: "Sim, interpretamos igual. É situação não vista em campo, mas interpretativa. Sem punição."

  • Anderson Daronco: "Ok, é gesto interno da equipe para motivar. Vamos seguir sem cartão."

Essa revelação reforça o critério subjetivo da arbitragem em lances assim, alimentando debates sobre consistência no Brasileirão.

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