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CBF mira R$ 1 bilhão com direitos da Copa do Brasil e abre leilão entre emissoras

Por Rafael Mendes30 de julho de 20263 min de leitura
CBF mira R$ 1 bilhão com direitos da Copa do Brasil e abre leilão entre emissoras — Futebol

CBF avança na venda dos direitos da Copa do Brasil

A CBF iniciou contatos com várias emissoras e plataformas para negociar os direitos de transmissão da Copa do Brasil entre 2027 e 2030. O objetivo central é alcançar uma arrecadação de até R$ 1 bilhão ao longo dos quatro anos do contrato. Esse valor representa um salto importante em relação ao acordo atual, que rende cerca de R$ 700 milhões até o fim de 2026. A entidade já procurou Record, Globo, Amazon, SBT e ESPN para apresentar a proposta.

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A Record, que detém os direitos do Brasileirão, foi a primeira contatada e ainda avalia o pacote de jogos. Outras emissoras também receberam a oferta, mas a CazéTV ficou de fora das conversas. O plano da CBF é concluir as negociações até agosto e definir novas regras de divisão de partidas entre os compradores. Com isso, os vencedores saberão com antecedência quantos jogos poderão exibir e participarão de escolhas alternadas dos confrontos mais relevantes.

O atual contrato com Globo e Amazon termina em dezembro e serve de base para a nova negociação. A entidade retém parte da receita, mas a maior fatia vai para os clubes participantes. O campeão, por exemplo, recebe R$ 78 milhões fixos, valor que pode passar de R$ 100 milhões dependendo do desempenho. Essa premiação ajuda a explicar por que a CBF busca aumentar o bolo total nos próximos anos.

A Copa do Brasil tem peso crescente no calendário brasileiro. Com mais de 120 clubes na próxima edição, fases iniciais em jogo único e entrada dos times da Série A apenas na quinta fase, o torneio ganhou novo formato para atrair interesse maior. A final em partida única também reforça o caráter decisivo da competição. Esses ajustes visam elevar o valor comercial do evento para o próximo ciclo.

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O que isso significa para o futebol brasileiro

A busca por R$ 1 bilhão mostra o esforço da CBF em valorizar uma das principais fontes de receita dos clubes brasileiros. Muitos times dependem desses recursos para equilibrar as contas e investir em elenco. Um contrato maior pode ampliar a briga por vaga na competição e reforçar a importância da Copa do Brasil no cenário nacional.

Para as emissoras, a decisão envolve análise de retorno comercial e quantidade de jogos disponíveis. A Record, por exemplo, precisa avaliar se o pacote cabe dentro da estratégia atual. Outras plataformas como Amazon já participaram do ciclo anterior por meio de sublicenciamento e podem repetir a experiência.

O resultado dessa negociação vai influenciar diretamente a distribuição de cotas entre os clubes nos próximos anos. Times que chegarem longe na Copa do Brasil terão acesso a prêmios mais altos, o que afeta a montagem de elenco e a disputa por vagas em torneios continentais. A reformulação do formato, com mais participantes e fases concentradas, também deve manter o interesse do torcedor e das emissoras.

No fim das contas, o novo acordo representa uma tentativa de modernizar a comercialização da competição. Ao definir regras claras de divisão de jogos desde o início, a CBF busca dar previsibilidade aos compradores e maximizar o valor total. Isso pode mudar o equilíbrio de forças entre as emissoras e abrir espaço para novas parcerias no mercado de transmissão esportiva no Brasil.

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