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Chelsea em crise: Sem favoritos para substituir Rosenior demitido – Qual o futuro em Stamford Bridge?

23 de abril de 20264 min de leituravia Ana Beatriz Santos
Chelsea em crise: Sem favoritos para substituir Rosenior demitido – Qual o futuro em Stamford Bridge? — Futebol

Chelsea em crise: Sem favoritos para substituir Rosenior demitido – Qual o futuro em Stamford Bridge?

O correspondente-chefe da Sky Sports News, Kaveh Solhekol, analisa a temporada caótica do Chelsea, os motivos da demissão de Liam Rosenior e os possíveis rumos para os Blues na Premier League.

Liam Rosenior foi demitido apenas seis dias após receber apoio público do homem mais influente do Chelsea. O coproprietário Behdad Eghbali, que comanda o clube na prática, surpreendeu ao falar abertamente sobre o time em uma conferência de negócios esportivos em Los Angeles na semana passada. "Acreditamos em Liam", disse ele. "Ele pode ter sucesso a longo prazo." Mas, após duas derrotas pesadas, o treinador perdeu o cargo.

Derrota para o Brighton foi o golpe final

A partida de sábado contra o Manchester United era vital para as chances de Liga dos Campeões do Chelsea, com uma manifestação contra os donos organizada pelos torcedores antes do apito inicial. Fontes próximas ao clube negam que o discurso de Eghbali tenha sido uma resposta antecipada à protesto – a ida à conferência estava planejada há meses.

Na sexta-feira, o Chelsea tentou melhorar o clima ao anunciar a renovação de Moisés Caicedo, estendendo o contrato do equatoriano até 2033 com aumento salarial, apesar de atuações irregulares. No mesmo dia, Cole Palmer deu uma entrevista ao The Guardian, reafirmando vontade de ficar e elogiando Rosenior, mas sem um apoio enfático.

Eghbali não esteve em Stamford Bridge para o jogo contra o United. A derrota, somada a gols tardios de Liverpool e Aston Villa no domingo, complicou demais a briga pelo top 5. Ainda assim, o clube hesitava, mas a goleada humilhante no Brighton selou o destino de Rosenior.

O dono chegou para a partida, acompanhado de diretores como Paul Winstanley, Laurence Stewart e Joe Shields. Na terça, ficou evidente: os jogadores abandonaram o treinador, os torcedores vaiaram os proprietários e pediram sua saída. Rosenior criticou o elenco pós-jogo, o que raramente salva um técnico.

Jogadores como Marc Cucurella e Enzo Fernández pareciam mais alinhados a Enzo Maresca, antecessor de Rosenior. Na quarta, a liderança esportiva decidiu: demissão, com Eghbali liderando.

Interino e estrutura questionada

Sem candidatos imediatos para o longo prazo, o Chelsea optou pelo interino Calum McFarlane, de 40 anos, que já comandou dois jogos no início do ano: empate com o City e derrota para o Fulham. Ex-jogadores como John Terry não foram cogitados, priorizando a estrutura interna.

O comunicado oficial promete reflexão antes de um novo nome, mas persiste a dúvida: a polêmica estrutura com cinco diretores esportivos vai sobreviver?

Novo técnico só no verão

Para a vaga permanente, nada de pressa: sem lista ou favorito. Agentes vão bombardear com nomes, mas o foco será em técnicos com experiência na Premier League ou sucessos de elite, evitando erros passados.

Disponíveis no verão: Andoni Iraola, Oliver Glasner e Xabi Alonso. Marco Silva pode sair do Fulham, e Cesc Fàbregas, do Como, seria bem-vindo – mas sonha com o Arsenal. No passado, conversaram com Luis Enrique, Hansi Flick, Julian Nagelsmann, Thomas Frank e Roberto De Zerbi.

Sem Champions, jogadores como Fernández podem ser vendidos por mais de R$ 700 milhões. O clube planeja reforços experientes, um ajuste na estratégia.

Erros em campo e fora dele

Prejuízos financeiros são notórios: sem Champions, perda de pelo menos R$ 560 milhões, além de patrocínio difícil. Contas recentes mostram déficit de R$ 1,8 bilhão, mas esperam melhora com a Champions deste ano e Mundial de Clubes.

A temporada foi um novelão: huddle polêmico, vazamentos de escalação, flertes de Fernández com o Real Madrid, Cucurella criticando a gestão, Disasi emprestado ao West Ham após ser afastado, Jackson brilhando no Bayern enquanto Delap decepciona. Tudo começou com a saída de Maresca no fim do ano.

Nove jogadores da derrota no Brighton venceram o Barcelona por 3-0 meses antes. O treinador importa – mas os erros são múltiplos. Rosenior recebe indenização justa, sem pagar o contrato integral. No Chelsea, até Ancelotti, Mourinho, Tuchel e Di Matteo foram demitidos após glórias.

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