Confusão em Medellín: punições severas ao Independiente pela bagunça contra o Flamengo

Regulamento da Conmebol prevê vitória do Fla e multas pesadas
A desordem causada pela torcida do Independiente Medellín no confronto com o Flamengo, que terminou cancelado na noite de quinta-feira (7), deve trazer consequências duras para o time colombiano. O Órgão Disciplinar da Conmebol vai analisar o caso e, se confirmar a culpa do clube, aplicará sanções como a vitória por 3 a 0 para o Rubro-Negro. Ainda não há data marcada para a decisão, mas o cenário aponta para punições inevitáveis.
Responsabilidade do clube mandante e infrações graves
Pelo Manual de Clubes da Conmebol, o time da casa responde integralmente pela segurança do estádio. Qualquer falha nesse dever é infração disciplinar, sujeita a penalidades definidas pelo código. O artigo 12 permite punir associações e clubes por atos inadequados dos torcedores, como invasões e vandalismo.
Autoridades locais já haviam alertado sobre protestos e sugerido portões fechados, mas o Independiente insistiu em abrir o público e obteve liberação. Essa escolha pode pesar contra eles no julgamento.
Placar de 3 a 0 e outras sanções previstas
No artigo 24 do Código Disciplinar, fica claro: se o time mandante for o culpado pelo cancelamento definitivo, o jogo é dado como perdido por 3 a 0 para o visitante — exatamente o caso do Flamengo no futebol. Além disso, o artigo 6 prevê multas mínimas de US$ 100 mil (cerca de R$ 500 mil), além de possíveis perdas de pontos, proibições de público em jogos futuros ou até suspensões em competições.
O caos no Atanasio Girardot: invasão, fogo e protestos
A partida da Libertadores começou agitada: logo nos minutos iniciais, torcedores do Medellín, muitos de preto, jogaram barreiras de metal no campo, incendiaram partes da arquibancada e invadiram o gramado. O árbitro Jesús Valenzuela suspendeu o jogo e mandou os atletas para os vestiários.
Antes do apito inicial, objetos já voavam, atingindo até um jornalista. Faixas como "Transformaram o campo em um cemitério" criticavam o acionista majoritário Raúl Giraldo, jogadores, federação colombiana, Conmebol e Fifa. O protesto reflete a crise do clube, mas comprometeu a Sul-Americana.
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