Corinthians dribla transfer ban no caso Garro e assegura prazo extra com Talleres

Timão negocia fôlego e escapa de punição imediata
O Corinthians obteve uma extensão no prazo para acertar os pagamentos devidos ao Talleres, da Argentina, e assim afastar o risco de um transfer ban ligado à compra do meia Rodrigo Garro, realizada no começo de 2024 sob a administração de Augusto Melo. O montante total da transação beira os R$ 42 milhões.
O prazo original vencia na última sexta-feira (1º), mas o clube conquistou mais tempo graças ao diálogo recente, impulsionado pela ida do presidente Osmar Stabile à Argentina para discutir o impasse diretamente.
Para bancar o pagamento, o Timão firmou um empréstimo com a gestora Outfield. A operação ainda depende de trâmites administrativos, pois o recurso deve entrar primeiro na conta do clube antes de ser enviado ao Talleres.
A liberação do empréstimo exige prova de que o valor servirá unicamente para essa dívida. A ideia de repasse direto ao time argentino foi vetada, preservando o controle pelo caixa corintiano.
Detalhes da disputa
O problema surgiu em junho de 2024, quando o Talleres recorreu à Fifa exigindo US$ 3 milhões (equivalentes a cerca de R$ 15 milhões na época) por prestações atrasadas, com cláusula de vencimento antecipado em caso de falta de pagamento.
A Fifa julgou procedente o pedido e mandou o Corinthians quitar US$ 3.612.000 (por volta de R$ 19,4 milhões), acrescidos de juros de 18% ao ano, mais multa de US$ 722.400 (aproximadamente R$ 3,8 milhões).
Talleres aplaude esforço alvinegro
O mandatário do Talleres, Andrés Fassi, suavizou o discurso sobre o episódio, elogiando a vinda de Osmar Stabile e destacando o compromisso para uma resolução, apesar dos obstáculos. Antes, ele havia cobrado punições severas ao Timão.
"O presidente e André Lavieri, do financeiro, vieram à Argentina. São líderes sérios, decididos a solucionar. O Talleres valoriza a visita e o reconhecimento da dívida. Representam um gigante mundial como o Corinthians", declarou à ESPN.
"Resolver não é simples, já que a gestão passada evitou o assunto por mais de dois anos. Mas confiamos em um acordo e na união entre os clubes. Respeito total pelo presidente corintiano. Agora, vamos ao pagamento", acrescentou.
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