Corinthians na zona de rebaixamento: ineficiência ofensiva expõe crise no ataque

A derrota por 3 a 2 diante do Botafogo colocou o Corinthians na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Com Fernando Diniz no comando, a equipe ainda busca melhorar o setor ofensivo, que se tornou um dos principais responsáveis pela situação delicada na tabela.
Em dezesseis rodadas, o time marcou apenas catorze gols e figura entre as piores defesas ofensivas da competição. Apenas Chapecoense e Grêmio, com dezesseis gols cada, aparecem à frente, enquanto Mirassol e Vitória registram números um pouco melhores.
Os dados revelam dificuldade para transformar volume de jogo em gols. O Corinthians tenta 11,2 finalizações por partida, mas precisa de 12,8 chutes para marcar. Além disso, criou apenas dezenove grandes chances ao longo do torneio.
Apesar de apresentar posse de bola de 53,7% e boa presença no campo adversário, a conversão de oportunidades continua baixa. O aproveitamento em grandes chances é de apenas 26,3%, um dos piores da Série A.
O atacante Yuri Alberto converteu apenas 17% das chances claras que teve. Outros jogadores como Memphis Depay, Allan, Gustavo Henrique, Jesse Lingard e Vitinho ainda não conseguiram transformar nenhuma grande oportunidade em gol. Matheus Bidu e Rodrigo Garro aparecem com aproveitamento de 100%, porém com volume reduzido.
Após a partida, Diniz demonstrou preocupação com a posição na tabela. “Sensação horrorosa, não podemos mais permitir o Corinthians estar nessa situação”, afirmou o treinador.
Yuri Alberto, que quebrou jejum de gols recentemente, destacou o esforço coletivo e a necessidade de evolução ofensiva com o novo sistema implantado por Diniz.
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