Cruzeiro resiste com unhas e dentes no Chile e segue na briga pela Libertadores

Destaque para Otávio, o herói celeste na noite chilena
Enfrentando condições adversas e com um jogador a menos por boa parte do duelo contra a Universidad Católica, na Arena Claro, o Cruzeiro mostrou garra e conquistou um empate valioso na luta por classificação às oitavas da Copa Libertadores. Antes da polêmica expulsão, o time de Artur Jorge demonstrava superioridade e ritmo crescente no jogo.
Desafios do gramado sintético e da chuva em Santiago
Desde o apito inicial, a Raposa lidou com um piso artificial irregular e uma tempestade forte na capital chilena. Após o confronto, o meio-campista Lucas Romero não poupou críticas às condições do campo, que comprometeram o fluxo da partida.
— Achávamos que o gramado seria mais veloz, mas havia um material extra no sintético que prendia a bola e dificultava o rolamento — comentou o jogador na saída de campo.
Domínio raposero nos primeiros 45 minutos
Com 11 em campo, o Cruzeiro comandou as ações no primeiro tempo, detendo 68% da posse de bola. O setor direito foi explorado com eficiência, graças às investidas de Arroyo e aos lançamentos longos para Kaio Jorge.
Os atacantes celestes ajudavam na recomposição, recuando para disputar a segunda bola e formando uma frente de pressão com seis atletas sobre a saída adversária. O time registrou 0,48 de gols esperados (xG), contra apenas 0,08 dos chilenos, além de nove finalizações e duas oportunidades claras. A Universidad Católica reagiu nos minutos finais do período, mas o goleiro Otávio se impôs com segurança.
Expulsão de Arroyo vira o jogo de cabeça para baixo
Logo aos 4 minutos da etapa complementar, Arroyo foi expulso em jogada controversa, forçando Artur Jorge a rearranjar o time. Romero avançou, Gerson ganhou liberdade e Kaio Jorge ficou isolado na frente, em um esquema 5-3-1.
A tática funcionou por um tempo, mas as mudanças do técnico Garnero intensificaram a pressão chilena. Artur Jorge então sacou Christian por João Marcelo e Romero por Kenji, consolidando a defesa com cinco atrás. Na reta final, os donos da casa apertaram, mas Otávio brilhou como nunca pela Celeste: cinco defesas (recorde no comando de Artur Jorge), 0,29 de gol evitado, uma defesaça e dois cortes aéreos. Sua confiança foi decisiva para o ponto fora de casa.
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