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De rejeitado a ídolo: Hugo Moura vira protagonista no Vasco com gol decisivo no clássico

5 de maio de 20263 min de leituravia Rafael Souza
De rejeitado a ídolo: Hugo Moura vira protagonista no Vasco com gol decisivo no clássico — Futebol

Superação no empate contra o Flamengo marca ápice da jornada do volante

No domingo (3), Hugo Moura se tornou o grande nome do Vasco ao garantir o empate no clássico diante do Flamengo. Chegou ao clube em abril de 2024, por empréstimo do Athletico-PR, para fortalecer o meio-campo, mas enfrentou resistência inicial da torcida por sua origem nas categorias de base do rival rubro-negro.

Início conturbado e erro que gerou polêmica

Na primeira partida, contra o Fluminense, deu passe para gol e animou os vascaínos. Porém, logo em seguida, no duelo com o Athletico-PR, seu antigo time, errou feio ao devolver a bola para o goleiro Léo Jardim, cometeu falta na correção e foi expulso aos 16 minutos do primeiro tempo. Derrota por 1 a 0 e o jogador virou alvo de vaias.

Recuperação em meio à turbulência

A crítica veio forte, e ele ficou de fora da maioria dos jogos seguintes, enquanto o Vasco lutava contra o rebaixamento no Brasileirão. O ponto de virada surgiu na vitória por 4 a 1 sobre o São Paulo, em São Januário, com pouca torcida por protesto contra os ingressos caros. Sob Rafael Paiva, o time engrenou, e Hugo agarrou a chance.

Sequência, números e permanência

Ganhou moral e jogou as 30 rodadas finais de 2024, somando dois gols e quatro assistências. Destaque nas quartas da Copa do Brasil, com gol nos acréscimos contra o Athletico-PR. O Vasco foi à semi, caiu para o Atlético-MG, mas o desempenho garantiu a compra definitiva por R$ 10 milhões.

Ano intenso em 2025 e desafios

Em 2025, iniciou como titular com Fábio Carille e manteve relevância com Fernando Diniz, mas terminou no banco. Recordou 61 partidas, sua marca pessoal, apesar de três vermelhos. Fechou como reserva em elenco vice-campeão da Copa do Brasil.

Liderança em 2026 com Renato Gaúcho

No ano atual, começou no banco, mas explodiu após a saída de Diniz e chegada de Renato Gaúcho, que rodou o time. Como veterano, assumiu a braçadeira, como contra o Cruzeiro sem Thiago Mendes, e virou voz do grupo em crises. Renato elogiou: "Hugo é o queridinho do time, tem minha confiança e a dos colegas. Fez gol crucial hoje, reconquistando a torcida".

Gol simbólico e perspectiva

O tento no clássico resume sua redenção: de vaiado a aplaudido. Ele comentou: "Já passei por altos e baixos aqui, mas sigo firme para não vacilar". Com 115 jogos pelo Vasco (quatro gols e sete assistências), tem vínculo até dezembro de 2026 e pode negociar pré-contrato em julho.

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