Diretor do Galo expõe dívida de R$ 1,7 bi e avisa: 'Quase impossível pagar sem ajuda'

O diretor financeiro do Atlético-MG, Thiago Maia, abriu o jogo sobre a delicada situação financeira do clube em entrevista recente. Ele desvendou os números impressionantes da dívida, que chega a R$ 1,7 bilhão, e traçou um panorama realista dos desafios para equilibrar as contas no futebol atual.
Composição da dívida alvinegra
Thiago Maia detalhou a origem dos débitos com precisão. Cerca de R$ 1 bilhão refere-se a empréstimos bancários, sendo R$ 600 milhões ligados à SAF, todos com garantia do clube. Apesar das taxas mais baixas por causa da garantia, a Selic elevada torna esses custos pesados. Outros R$ 400 milhões vêm da construção do estádio, incluindo R$ 300 milhões em CRI da Arena MRV. Há ainda R$ 400 milhões em débitos tributários, parcelados a longo prazo, mas impactados pelo CDI alto, e R$ 300 milhões em diferenças entre contas a pagar e a receber.
Desafios operacionais e perspectivas
O executivo destacou que o cenário do futebol mudou radicalmente desde 2021, com influxo de recursos de apostas, SAFs e novos acordos de TV, o que inflacionou salários. O Atlético-MG está perto de alcançar equilíbrio operacional, com receitas e despesas quase alinhadas. No entanto, o alto endividamento torna o pagamento 'quase impossível' apenas com geração interna de caixa, já que o clube opera de forma alavancada demais.
Plano de alívio com aportes familiares
Boas notícias vêm dos aportes da família Menin. Um investimento de R$ 500 milhões será direcionado integralmente para abater dívidas bancárias, reduzindo esse montante de R$ 600 milhões para cerca de R$ 100 milhões. A dívida do CRI da arena persiste, mantendo o quadro desafiador, mas as projeções indicam melhora gradual. 'Toda empresa tem dívida, mas não nesse nível', resumiu Maia, otimista com a relação dívida/receita em ascensão.
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