Dirigentes do Manchester United não apressam escolha por treinador mesmo com Champions quase na mão

O Manchester United está a um passo de garantir vaga na Liga dos Campeões na próxima temporada, e Michael Carrick fez tudo o que estava ao seu alcance para conquistar o cargo de técnico em definitivo. No entanto, os chefes do clube não têm pressa e devem adiar qualquer anúncio até o encerramento da atual campanha.
A cúpula do United planeja consultar outros nomes antes de bater o martelo, aplicando um processo rigoroso de avaliação, com análises detalhadas e decisões estratégicas. Apesar de contatos informais por meio de intermediários, ainda não houve reuniões oficiais. A estratégia é clara: aguardar o fim da temporada.
Sob o comando de Carrick, o time lidera com folga de 11 pontos sobre o sexto colocado na Premier League, restando apenas 12 pontos em disputa. Sua missão ao assumir em 13 de janeiro era simples: classificar para a elite europeia. Seria preciso um colapso histórico para desperdiçar essa vantagem.
Manchester United x Liverpool
De Carrington, a mensagem é direta: nada de distrações até o futebol acabar. No domingo, o rival Liverpool visita Old Trafford, e há chances reais de o United terminar entre segundo e sexto na tabela. Ainda resta muito em jogo.
Contratar Rúben Amorim foi um erro evidente, mas demiti-lo em janeiro, com 19 rodadas pela frente, foi acertado. O português não teria levado o time ao patamar atual.
Jason Wilcox, diretor de futebol, se irritava com a rigidez tática de Amorim. Essa maleabilidade ficou evidente na vitória por 2 a 1 sobre o Brentford na segunda-feira. Dominados no primeiro tempo, com espaços excessivos no meio e chances claras para o adversário – defendidas com maestria por Senne Lammens –, os Red Devils se reinventaram.
Carrick mudou para uma linha de três na defesa no intervalo, fechou o meio-campo e controlou o jogo na etapa final. O espetáculo perdeu em brilho, e a torcida ficou mais quieta, mas os três pontos vieram.
"Eles são um bom time, com ameaças variadas. Ajustamos no segundo tempo e controlamos bem", disse Carrick à Sky Sports.
Isso impressiona os diretores, mas não garante o posto. Carrick ostenta a melhor média de pontos por jogo (2,2) e gols por partida (1,9) desde a era Sir Alex Ferguson.
Ele brilhou em todos os aspectos: uniu o elenco, lidou bem com a imprensa e tem apoio maciço dos jogadores, que o defenderam publicamente nas últimas semanas. Praticamente, sua permanência facilitaria a transição, agilizando pré-temporada, negociações e planejamento.
Contudo, os chefes consideram que ele tem pouca experiência no cargo – apenas 15 jogos – e que esta temporada é atípica. Eliminados das copas domésticas e sem Europa, Carrick teve folga para treinos intensos, algo raro no calendário dos Diabos Vermelhos.
Os dirigentes estão em posição delicada. Dar o emprego a Carrick e ver resultados caírem expondo-o a críticas de repetição de erros passados, como com Ole Gunnar Solskjær, que começou bem em 15 jogos mas foi demitido depois. Por outro lado, ignorá-lo por um nome grande traria acusações de desperdício de um interino vitorioso.
Opções externas minguaram: Carlo Ancelotti renovou com o Brasil, Thomas Tuchel com a Inglaterra, e Luis Enrique deve ficar no PSG. Nagelsmann também some da lista.
Carrick lidera a corrida e merece, com apoio de staff e jogadores em Carrington, onde é figura conhecida. Mas o United metódico de hoje prioriza calma, evitando tropeços do passado, apesar da pressão externa.
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