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Dirigentes do Manchester United não apressam escolha por treinador mesmo com Champions quase na mão

28 de abril de 20263 min de leituravia Ana Beatriz Santos
Dirigentes do Manchester United não apressam escolha por treinador mesmo com Champions quase na mão — Futebol

O Manchester United está a um passo de garantir vaga na Liga dos Campeões na próxima temporada, e Michael Carrick fez tudo o que estava ao seu alcance para conquistar o cargo de técnico em definitivo. No entanto, os chefes do clube não têm pressa e devem adiar qualquer anúncio até o encerramento da atual campanha.

A cúpula do United planeja consultar outros nomes antes de bater o martelo, aplicando um processo rigoroso de avaliação, com análises detalhadas e decisões estratégicas. Apesar de contatos informais por meio de intermediários, ainda não houve reuniões oficiais. A estratégia é clara: aguardar o fim da temporada.

Sob o comando de Carrick, o time lidera com folga de 11 pontos sobre o sexto colocado na Premier League, restando apenas 12 pontos em disputa. Sua missão ao assumir em 13 de janeiro era simples: classificar para a elite europeia. Seria preciso um colapso histórico para desperdiçar essa vantagem.

Manchester United x Liverpool

De Carrington, a mensagem é direta: nada de distrações até o futebol acabar. No domingo, o rival Liverpool visita Old Trafford, e há chances reais de o United terminar entre segundo e sexto na tabela. Ainda resta muito em jogo.

Contratar Rúben Amorim foi um erro evidente, mas demiti-lo em janeiro, com 19 rodadas pela frente, foi acertado. O português não teria levado o time ao patamar atual.

Jason Wilcox, diretor de futebol, se irritava com a rigidez tática de Amorim. Essa maleabilidade ficou evidente na vitória por 2 a 1 sobre o Brentford na segunda-feira. Dominados no primeiro tempo, com espaços excessivos no meio e chances claras para o adversário – defendidas com maestria por Senne Lammens –, os Red Devils se reinventaram.

Carrick mudou para uma linha de três na defesa no intervalo, fechou o meio-campo e controlou o jogo na etapa final. O espetáculo perdeu em brilho, e a torcida ficou mais quieta, mas os três pontos vieram.

"Eles são um bom time, com ameaças variadas. Ajustamos no segundo tempo e controlamos bem", disse Carrick à Sky Sports.

Isso impressiona os diretores, mas não garante o posto. Carrick ostenta a melhor média de pontos por jogo (2,2) e gols por partida (1,9) desde a era Sir Alex Ferguson.

Ele brilhou em todos os aspectos: uniu o elenco, lidou bem com a imprensa e tem apoio maciço dos jogadores, que o defenderam publicamente nas últimas semanas. Praticamente, sua permanência facilitaria a transição, agilizando pré-temporada, negociações e planejamento.

Contudo, os chefes consideram que ele tem pouca experiência no cargo – apenas 15 jogos – e que esta temporada é atípica. Eliminados das copas domésticas e sem Europa, Carrick teve folga para treinos intensos, algo raro no calendário dos Diabos Vermelhos.

Os dirigentes estão em posição delicada. Dar o emprego a Carrick e ver resultados caírem expondo-o a críticas de repetição de erros passados, como com Ole Gunnar Solskjær, que começou bem em 15 jogos mas foi demitido depois. Por outro lado, ignorá-lo por um nome grande traria acusações de desperdício de um interino vitorioso.

Opções externas minguaram: Carlo Ancelotti renovou com o Brasil, Thomas Tuchel com a Inglaterra, e Luis Enrique deve ficar no PSG. Nagelsmann também some da lista.

Carrick lidera a corrida e merece, com apoio de staff e jogadores em Carrington, onde é figura conhecida. Mas o United metódico de hoje prioriza calma, evitando tropeços do passado, apesar da pressão externa.

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