Dominância no meio-campo: como Rodri e Bernardo Silva decidiram a vitória do City sobre o Arsenal

O ex-jogador e comentarista Jamie Carragher analisou a vitória do Manchester City por 2 a 1 sobre o Arsenal, no Etihad Stadium, e apontou a superioridade no meio-campo como o fator decisivo para o triunfo importante contra um rival direto na briga pelo título.
Com o resultado deste domingo, o City se aproximou a apenas três pontos do líder Arsenal, ainda com uma partida a disputar, prometendo um desfecho eletrizante para a Premier League.
No programa Monday Night Football, Carragher elogiou a dupla experiente Rodri e Bernardo Silva, que superou Declan Rice e Martin Zubimendi, do Arsenal, com uma atuação brilhante.
Rodri e Bernardo: aula de meio-campo
"Rodri e Bernardo Silva entregaram uma das melhores atuações em dupla que já vi na Premier League", afirmou Carragher. "A partida foi definida no meio-campo."
Ele lembrou do início pressionante do Arsenal, que recuperou a bola seis vezes no terço final nos primeiros 15 minutos – o maior número de qualquer time na temporada. Rice e Odegaard avançavam sobre Rodri e Silva, impedindo saídas limpas.
Mas a coragem dos citzens em recuar para buscar a bola mudou tudo. "Silva e Rodri se posicionaram como zagueiros centrais, recebendo a bola diretamente", descreveu Carragher. Apesar de perdas iniciais, como Silva contra Rice, eles persistiram, driblando a marcação gunner com ousadia e criando problemas para o adversário.
Falta de ousadia do Arsenal
O Arsenal não conseguiu replicar essa inventividade, mesmo já tendo enfrentado a pressão em bloco de quatro do City antes. Optou por lançamentos longos nos pênaltis.
"Muita gente fala da ousadia do Arsenal sem a bola", ironizou Carragher, citando a final da Carabao Cup semanas antes, onde eles já tiveram dificuldades. Saliba ocupou posição mais avançada, com Mosquera como lateral direito, mas os meias subiram para facilitar os bolas longas e evitar a frente de ataque citzen.
Enquanto Rodri e Silva entravam na área pequena para sair jogando, mesmo com superioridade numérica de três contra quatro (contando o goleiro), o Arsenal hesitou. "É fácil ser corajoso sem posse. A bravura para receber na área em um jogo assim é excepcional", destacou. City teve coragem com e sem bola; Arsenal, só sem.
Zubimendi sem fôlego
Carragher também criticou Martin Zubimendi na jogada do belo gol solo de Cherki, que abriu o placar para o City. Inicialmente, cinco jogadores cercaram Cherki, com Zubimendi marcando de perto, mas ele não acompanhou a transição rápida para o outro lado, deixando espaço.
"Zubimendi foi fundo e não voltou a tempo. Com um jogador a menos na cobertura, Cherki ganhou o espaço necessário", explicou.
No lance do segundo gol, Zubimendi perdeu a bola com um passe para frente que sobrou para Donnarumma, iniciando o contra-ataque. "Ele é campeão europeu pela Espanha, contratado para atuar em situações difíceis como essa, fora de casa contra o City pelo título. Não basta", cobrou Carragher.
Depois, Zubimendi falhou na cobertura pela direita, quando Martinelli pressionou Guehi e Donnarumma lançou para Nico O'Reilly. Rice prefere o lado esquerdo e pediu que Zubimendi cruzasse, mas ele não tinha pernas para isso.
