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Dono do Nottingham Forest aciona Justiça contra Crystal Palace por faixa ofensiva no Selhurst Park

Por Rafael Mendes12 de agosto de 20264 min de leitura
Dono do Nottingham Forest aciona Justiça contra Crystal Palace por faixa ofensiva no Selhurst Park — Futebol

No empate por 1 a 1 entre Crystal Palace e Nottingham Forest em agosto de 2025, uma faixa gigante foi aberta na torcida do Palace no Selhurst Park. A imagem mostrava Evangelos Marinakis apontando uma arma para a cabeça de Morgan Gibbs-White, acompanhada de acusações graves sobre o empresário grego.

O lance parou o jogo por alguns instantes. A torcida local vibrou, mas o clube mandante demorou para retirar o material. Marinakis viu aquilo como um ataque direto à sua imagem e decidiu levar o caso aos tribunais.

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Quase um ano depois, em 10 de agosto de 2026, o dono do Nottingham Forest protocolou ação por difamação no High Court de Londres. Os réus são a CPFC Limited, dona do Crystal Palace, e pessoas desconhecidas responsáveis pela faixa. O pedido é de indenização por danos à reputação em escala global.

A faixa não foi um protesto isolado. Ela surgiu logo após a falha na transferência de Gibbs-White para o Tottenham. O meia optou por renovar com o Forest e isso irritou parte da torcida rival. O material também trazia referências a supostos envolvimentos do bilionário em chantagem, manipulação de resultados, tráfico de drogas e corrupção.

A Premier League cobra responsabilidade dos clubes sobre o comportamento de seus torcedores. O regulamento da FA é claro: as equipes devem impedir atitudes impróprias, ofensivas ou provocativas dentro do estádio. O Palace foi investigado, multado em 50 mil libras, mas Marinakis considera a punição insuficiente.

Dono do Nottingham Forest aciona Justiça contra Crystal Palace por faixa ofensiva no Selhurst Park — Futebol

Para o Nottingham Forest o momento é delicado. O clube luta para se consolidar na elite inglesa depois de voltar à primeira divisão. Gibbs-White virou peça central do time, símbolo de lealdade em um mercado onde jogadores trocam de camisa com facilidade. Qualquer mancha na imagem do dono pode afetar negociações futuras, patrocínios e até o moral do grupo.

Marinakis construiu sua fortuna no setor de navegação e comprou o Forest em 2017. Desde então investiu pesado em estrutura e elenco. A briga por vaga na zona europeia ou até na parte de cima da tabela depende de estabilidade dentro e fora de campo. Uma ação judicial dessa magnitude tira o foco do gramado e coloca o clube no noticiário por motivos negativos.

A repercussão foi imediata na mídia britânica e internacional. Jornais e programas de debate discutiram os limites entre torcida apaixonada e difamação. Muitos torcedores do Palace repudiaram a faixa, mas o estrago à imagem de Marinakis já estava feito. O empresário quer provar na Justiça que o clube de Londres não agiu rápido o suficiente para evitar ou remover o material.

No futebol moderno, donos de clube viraram alvos frequentes de protestos. Faixas, cantos e redes sociais ampliam o alcance de qualquer mensagem. Quando o conteúdo ultrapassa a crítica esportiva e vira acusação criminal sem prova, a linha entre liberdade de expressão e dano à reputação fica tênue. Marinakis aposta que a Justiça inglesa vai reconhecer esse limite.

O Nottingham Forest segue sua temporada com o apoio da torcida da City Ground. Os jogadores, especialmente Gibbs-White, mantêm foco no campo. Ainda assim, o processo judicial paira sobre o clube. Qualquer decisão favorável ou acordo vai definir como outros proprietários vão reagir a ataques semelhantes no futuro.

A ação também envolve o conceito de responsabilidade indireta. O clube responde pelos atos de sua torcida quando não toma medidas preventivas ou de contenção. Marinakis quer esclarecer até que ponto o Palace poderia ter evitado a exibição da faixa. O caso deve se arrastar por meses e servir de referência para outros processos semelhantes na Premier League.

Enquanto isso, o futebol continua. O Forest precisa somar pontos para fugir da zona de rebaixamento ou mirar posição mais confortável na tabela. O Palace tenta se manter longe da briga por permanência. Os dois clubes, no entanto, vão carregar por algum tempo as consequências daquele dia de agosto de 2025 no Selhurst Park.

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