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Eliminação na Copa do Brasil transforma ambição de Bap em pesada pressão no Flamengo

15 de maio de 20262 min de leituravia Rafael Souza
Eliminação na Copa do Brasil transforma ambição de Bap em pesada pressão no Flamengo — Futebol

Declarações de Bap ganham contornos de cobrança após tropeço rubro-negro

A surpreendente derrota do Flamengo para o Vitória na Copa do Brasil deixou a Nação Rubro-Negra atônita e indignada. Esse revés não só frustra os planos imediatos, mas também abala a narrativa otimista divulgada pela cúpula do clube. Pouco antes do jogo em Salvador, o presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, havia traçado um cenário grandioso de conquistas múltiplas: o Campeonato Brasileiro, a Copa Libertadores e a própria Copa do Brasil.

Ambição declarada em evento em São Paulo

No "São Paulo Innovation Week", Bap enfatizou o desejo de repetir um feito histórico nos tempos de pontos corridos, mirando as três competições de maior peso na temporada. Ele defendeu a continuidade de Filipe Luís como técnico, apesar de rumores sobre Leonardo Jardim, e exaltou o gerenciamento do grupo de jogadores.

— Eu sou assim: dispensaria até um filho meu sem pestanejar. No nosso país, predomina essa cultura de vitimismo. Se não está rendendo, por que insistir? Decidi manter, mas sem repetir erros. Não se vence o Brasileirão logo de cara, mas se pode perdê-lo cedo. Não vamos aguardar 12 ou 13 rodadas em 16º para chamar Dorival. Para nós, é Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil. Prioridade? Tudo. Pelo time e pela estratégia. A rotação de atletas nunca foi tão eficiente — afirmou o dirigente.

Bap ressaltou que o controle físico e o revezamento de peças estavam no auge, permitindo brigar por todos os torneios com vigor. Contudo, o tom confiante desmoronou com a eliminação rápida, expondo fragilidades em duelos mata-mata.

Problemas crônicos voltam à tona no Mengão

O elenco flamengo é um dos mais potentes da América do Sul, mas falhas habituais reapareceram: baixa agressividade, lentidão na recuperação emocional e dependência excessiva de lances individuais, em detrimento do jogo em conjunto.

Perdas financeiras agravam o cenário

O impacto vai além do campo. Ao cair cedo, o Flamengo abre mão de vultosas premiações da Copa do Brasil, uma das fontes mais lucrativas do futebol brasileiro. Uma trajetória até o caneco renderia cerca de R$ 96 milhões.

Com o sonho da tríplice coroa agora distante, as críticas se intensificam nos corredores do clube. No Flamengo, onde a torcida exige excelência constante, reveses assim costumam precipitar questionamentos profundos sobre a gestão esportiva.

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