Eliminação precoce do Botafogo na Copa do Brasil escancara crise profunda do clube

Crise interna se reflete em resultados ruins no início da temporada
O Botafogo amargou mais uma decepção ao ser eliminado da Copa do Brasil pela Chapecoense na última quinta-feira. A queda na quinta fase do torneio reforça os problemas que o clube enfrenta tanto dentro quanto fora das quatro linhas.
Recuperação judicial aprovada no mesmo dia da eliminação
No dia da derrota para a Chapecoense, a Justiça do Rio de Janeiro aprovou o pedido de recuperação judicial da SAF do Botafogo. O clube justificou a medida pelo grave quadro financeiro, agravado por punições da Fifa, vencimento antecipado de dívidas e falta de caixa.
Mesmo com a aprovação, as restrições impostas pela Fifa continuam em vigor. O clube acumula três transfer bans por débitos com contratações de Rwan Cruz, Santiago Rodríguez e Thiago Almada. No caso do Atlanta United, o Botafogo ainda pode perder seis pontos no Brasileirão caso não quite cerca de 25 milhões de dólares em até 90 dias.
Ineficiência ofensiva decide a eliminação
Em campo, a eliminação não veio por falta de chances. O time de Franclim Carvalho construiu vantagem no primeiro jogo, mas viu a Chapecoense virar o placar ainda no primeiro tempo da partida de volta. Somando as duas partidas, o Botafogo finalizou 42 vezes, mas converteu apenas um gol.
O técnico português destacou após o jogo as oportunidades desperdiçadas como principal motivo da queda. Segundo ele, a equipe criou chances suficientes para decidir a classificação, mas não conseguiu converter.
Melhor desempenho com Franclim, mas resultados ainda decepcionam
A eliminação na Copa do Brasil não foi o primeiro resultado ruim da temporada. Sob Martín Anselmi, o Botafogo já havia caído na fase preliminar da Libertadores. Com a chegada do português, o time apresentou evolução em números ofensivos e aproveitamento, porém os resultados em mata-mata voltaram a frustrar.
Problemas no gol e reforços limitados
Desde a saída de John, a posição de goleiro vive instabilidade. Neto, Léo Linck e Raúl acumulam falhas e a defesa sofre com baixa quantidade de jogos sem sofrer gols. No mercado, a crise financeira reduziu os investimentos em relação a 2024 e 2025. A maioria dos reforços chegou por empréstimo ou a custo zero, com destaque tímido para nomes como Cristian Medina e Nahuel Ferraresi.
A saída de jogadores importantes como Thiago Almada, Luiz Henrique e Marlon Freitas, somada à possível transferência de Alexander Barboza, agrava ainda mais o cenário. Sem perspectiva clara de superação dos transfer bans, o Botafogo enfrenta um futuro incerto no restante da temporada.
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