Futebol

Eliminação precoce do Botafogo na Copa do Brasil escancara crise profunda do clube

16 de maio de 20263 min de leituravia Rafael Souza
Eliminação precoce do Botafogo na Copa do Brasil escancara crise profunda do clube — Futebol

Crise interna se reflete em resultados ruins no início da temporada

O Botafogo amargou mais uma decepção ao ser eliminado da Copa do Brasil pela Chapecoense na última quinta-feira. A queda na quinta fase do torneio reforça os problemas que o clube enfrenta tanto dentro quanto fora das quatro linhas.

Recuperação judicial aprovada no mesmo dia da eliminação

No dia da derrota para a Chapecoense, a Justiça do Rio de Janeiro aprovou o pedido de recuperação judicial da SAF do Botafogo. O clube justificou a medida pelo grave quadro financeiro, agravado por punições da Fifa, vencimento antecipado de dívidas e falta de caixa.

Mesmo com a aprovação, as restrições impostas pela Fifa continuam em vigor. O clube acumula três transfer bans por débitos com contratações de Rwan Cruz, Santiago Rodríguez e Thiago Almada. No caso do Atlanta United, o Botafogo ainda pode perder seis pontos no Brasileirão caso não quite cerca de 25 milhões de dólares em até 90 dias.

Ineficiência ofensiva decide a eliminação

Em campo, a eliminação não veio por falta de chances. O time de Franclim Carvalho construiu vantagem no primeiro jogo, mas viu a Chapecoense virar o placar ainda no primeiro tempo da partida de volta. Somando as duas partidas, o Botafogo finalizou 42 vezes, mas converteu apenas um gol.

O técnico português destacou após o jogo as oportunidades desperdiçadas como principal motivo da queda. Segundo ele, a equipe criou chances suficientes para decidir a classificação, mas não conseguiu converter.

Melhor desempenho com Franclim, mas resultados ainda decepcionam

A eliminação na Copa do Brasil não foi o primeiro resultado ruim da temporada. Sob Martín Anselmi, o Botafogo já havia caído na fase preliminar da Libertadores. Com a chegada do português, o time apresentou evolução em números ofensivos e aproveitamento, porém os resultados em mata-mata voltaram a frustrar.

Problemas no gol e reforços limitados

Desde a saída de John, a posição de goleiro vive instabilidade. Neto, Léo Linck e Raúl acumulam falhas e a defesa sofre com baixa quantidade de jogos sem sofrer gols. No mercado, a crise financeira reduziu os investimentos em relação a 2024 e 2025. A maioria dos reforços chegou por empréstimo ou a custo zero, com destaque tímido para nomes como Cristian Medina e Nahuel Ferraresi.

A saída de jogadores importantes como Thiago Almada, Luiz Henrique e Marlon Freitas, somada à possível transferência de Alexander Barboza, agrava ainda mais o cenário. Sem perspectiva clara de superação dos transfer bans, o Botafogo enfrenta um futuro incerto no restante da temporada.

Compartilhar:CompartilharSeguir @pulsoesporte

Receba as principais notícias no seu e-mail

Uma seleção curada dos melhores artigos, direto na sua caixa de entrada. Sem spam.

Artigos Relacionados