Elliot Anderson revela a montanha-russa do Nottingham Forest e o impacto de Vítor Pereira rumo à Copa do Mundo

Uma temporada de altos e baixos no Nottingham Forest
O Nottingham Forest viveu uma temporada repleta de emoções na Premier League. Eliminado precocemente nas copas domésticas por times de divisões inferiores, o clube chegou às semifinais da Europa League após playoffs eliminatórios intensos. Na liga, flertou com o rebaixamento até uma sequência impressionante de oito jogos sem derrota, incluindo vitórias históricas sobre Sunderland e Chelsea. Tudo isso sob o comando de quatro treinadores fixos: Nuno Espírito Santo, Ange Postecoglou, Sean Dyche e, por fim, Vítor Pereira.
"Foi uma verdadeira jornada, mas terminamos o campeonato em grande estilo", comentou o meio-campista Elliot Anderson, antes da partida contra o Manchester United neste domingo.
"Faltam dois jogos, mas estamos satisfeitos com o momento atual. Nos unimos como equipe e soubemos aproveitar ao máximo as circunstâncias adversas."
Adaptação aos diferentes estilos de jogo
A troca constante de técnicos trouxe desafios variados nos treinos, com mudanças no estilo de jogo ao longo do ano. "Cada treinador tem suas exigências específicas", prosseguiu Anderson. "Garantir vaga no time titular com quatro comandantes diferentes é complicado. Mas o futebol é assim: é preciso se dedicar ao máximo para agradar quem está no comando."
Anderson descarta culpar os treinadores pelos tropeços na liga. "Estávamos abaixo do nosso nível como coletivo", afirmou. "A responsabilidade é dos 11 em campo. Felizmente, reagimos no final da temporada."
O renascimento com Vítor Pereira
O português Vítor Pereira parece ter encontrado a fórmula ideal para o Forest, após um início difícil no Wolves. Revigorado, ele impõe uma estrutura básica que dá liberdade aos jogadores para exibirem seu talento.
"Ele nos fornece uma base sólida e nos incentiva a demonstrar nossa qualidade", elogiou Anderson. "Há liberdade em campo e uma união incrível no grupo. Todos compramos a ideia dele. Enfrentamos qualquer adversário sem medo e estamos adorando esse estilo."
Três triunfos consecutivos – contra o Burnley em casa e fora contra Sunderland e Chelsea – garantiram a permanência na elite. A vitória por 3 a 1 no Stamford Bridge, com oito alterações no time após a semi da Europa League contra o Aston Villa, foi surpreendente e elevadora.
"A conquista sobre o Chelsea foi especial pelo contexto", disse Anderson. "O treinador ousou mudar a escalação e os reservas responderam à altura, injetando confiança em todos. Uma escolha genial."
Sonhos com a seleção inglesa
Com 23 anos, Anderson já se firmou nos planos de Thomas Tuchel para a Copa do Mundo. Convocado pela primeira vez em agosto, ele foca nos últimos jogos do clube para reforçar sua candidatura.
"Quero mostrar por que mereço estar lá. Será um torneio incrível e pretendo honrar a Inglaterra", declarou. "Representar o país é sempre especial. Na estreia, senti nervos, mas conquistei o respeito dos colegas."
Há quatro anos, na última Copa, ele terminava uma empréstimo no Bristol Rovers (League Two), marcando no 7 a 0 sobre o Scunthorpe que garantiu o acesso. "Parece que foi ontem. Meu foco era jogar e evoluir", recordou. Influências como Glenn Whelan no Rovers e Paul Dummett no Newcastle foram cruciais.
Energético e versátil, Anderson descreve seu estilo: "Corro muito, participo ativamente, distribuo ou roubo bolas. Ainda não atingi o pico e tenho muito a oferecer."
A partida contra o Manchester United vai ao ar ao vivo neste domingo.
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