Escândalo no futebol infantil: árbitro é espancado por pais e atletas em Catanduva

Surto de violência encerra partida da base em São Paulo
Uma cena lamentável de agressão física abalou o futebol de base paulista no dia 2 de maio, durante a Copa AME sub-14, em Catanduva. O juiz Thiago Carlos Berni virou alvo de fúria coletiva de jogadores, parentes e torcedores logo após o apito final do duelo entre Bola na Rede e Grêmio Olimpiense, no Conjunto Esportivo Anuar Pachá.
Início da briga e invasão em massa
A confusão teve origem ainda em campo, com a justa expulsão de um jogador do Grêmio Olimpiense por soco em rival. Terminado o jogo, o clima explodiu: um atleta visitante provocou com xingamentos, abrindo caminho para a entrada de dezenas de pessoas no gramado. Cercado por mais de dez agressores, Berni sofreu golpes de punhos, pés e até objetos como madeira.
Consequências graves e resposta imediata
Levado ao Hospital Padre Albino, o árbitro apresentou ferimentos no rosto, nas costas e no ombro, além de exame de corpo de delito. O tumulto danificou o banco de reservas e exigiu intervenção da Polícia Militar, Guarda Civil e Samu. O registro na Delegacia Seccional de Catanduva apura lesão corporal contra os responsáveis.
Punições severas à equipe envolvida
A Copa AME reagiu com nota oficial de repúdio, eliminando o time sub-14 do Grêmio Olimpiense e aplicando multa de R$ 5 mil. Jogadores mencionados no relatório arbitral pegaram gancho de quatro anos em eventos da organizadora, com possibilidade de revisão para quem ajudar na apuração de mais envolvidos. Um alerta para a necessidade de mais segurança no esporte infantil.
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