Evolução física de Alex Scott abre portas para interesse de gigantes da Premier League

Alex Scott se consolida como peça-chave no Bournemouth
O que explica o interesse de Arsenal, Chelsea e Manchester United por Alex Scott é sua transformação física e consistência em campo durante a temporada passada. O meio-campista de 22 anos, nascido em 21 de agosto de 2003, jogou 625 dos 630 minutos possíveis nos sete jogos em que o Bournemouth tirou pontos de Arsenal, Manchester City, Manchester United, Liverpool e Chelsea. Essa presença quase total mostra como ele se tornou confiável para Andoni Iraola em uma campanha histórica do clube, que terminou em 12º lugar na Premier League.
Scott chegou ao Bournemouth em agosto de 2023 vindo do Bristol City por cerca de 25 milhões de libras. No início, lesões no joelho o limitaram, mas na última temporada ele superou os problemas e se tornou titular absoluto, disputando 80 jogos, com quatro gols e duas assistências na Premier League. O destaque veio em abril de 2024, quando marcou o gol da vitória por 2 a 1 contra o Arsenal no Emirates, correndo em contra-ataque após passe de David Brooks.
Sua origem não-league em Guernsey e a passagem pelo Bristol City moldaram um jogador que sempre impressionou observadores. Pep Guardiola elogiou seu talento ainda em 2023, e Jack Grealish também o admirou após um jogo da FA Cup. No Bournemouth, Iraola aproveitou sua versatilidade, escalando-o como volante, meia ou até ponta, além de usar sua capacidade de condução de bola e corridas sem a posse.

Interesse dos grandes muda o cenário para o Bournemouth
O que isso significa é que o Bournemouth pode perder um dos seus principais ativos no meio-campo se receber uma proposta irrecusável. O Chelsea chegou a oferecer 64 milhões de libras, valor rejeitado, enquanto o clube valoriza Scott em torno de 80 milhões. O jogador recusou renovações de contrato e permanece aberto a uma transferência, o que coloca o time de Iraola em posição de decidir entre segurar o atleta ou lucrar alto.
Essa situação afeta diretamente a briga por vagas em competições europeias na próxima temporada. Com Scott, o Bournemouth mostrou equilíbrio em transições e intensidade física, vencendo duelos no chão em 56% das vezes e subindo para 54% no jogo aéreo. Ele liderou a Premier League em corridas de alta velocidade entre meio-campistas e foi um dos que mais recuperou bolas, ao lado de nomes como Elliot Anderson.
Para o torcedor brasileiro que acompanha a Premier League, o caso de Scott lembra trajetórias de jovens que explodem após adaptação física, como muitos que passaram por times médios antes de chegar aos grandes. Sua convocação para treinos com a seleção inglesa principal sob Thomas Tuchel reforça o potencial de crescimento, mesmo sem estreia oficial ainda. A capacidade de jogar em múltiplas funções e a maturidade aos 22 anos o tornam atraente para times que buscam reforços no meio-campo com raça e visão de jogo.
Além dos números, o impacto tático é claro: Iraola montou o time para maximizar as transições, e Scott brilhou com 431 conduções de bola, metade delas progressivas. Isso ajudou o Bournemouth a subir na tabela e sonhar com objetivos maiores. Se sair, o clube precisará repor essa intensidade, enquanto o meia pode dar o próximo passo em um dos gigantes, repetindo o caminho de outros talentos da base inglesa que se destacaram na temporada 2024/25.
O mercado de transferências na Premier League costuma valorizar jogadores com essa combinação de técnica e físico, e Scott já mostrou que pode atuar como oito ou até meia ofensivo. Sua contribuição em competições de base, incluindo títulos europeus sub-19 e sub-21, adiciona peso ao seu perfil. O futuro depende de negociações, mas o que ele entregou no Vitality Stadium já mudou a percepção sobre seu teto como profissional.
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