Flamengo de Jardim troca posse por contra-ataques letais e iguala eficiência de Filipe Luís

Mudança tática impulsiona o Rubro-Negro sem perder o brilho
Há dois meses à frente do Flamengo, Leonardo Jardim revolucionou o jeito de jogar do time. O técnico português adotou uma abordagem mais conservadora em relação ao antecessor Filipe Luís, priorizando transições rápidas em vez de domínio absoluto da bola. Ainda assim, os indicadores revelam que a equipe segue produzindo resultados impressionantes tanto no ataque quanto na defesa.
Posse cai, mas números impressionam no Brasileirão 2026
Durante a era Filipe Luís, o Flamengo era sinônimo de controle total: no Brasileirão de 2025, os rubro-negros detiveram 62,1% da posse, superando o Corinthians (55,7%). Agora, com Jardim, após 14 rodadas do Brasileirão 2026, o time ocupa o sétimo lugar nesse quesito, com 53,1% — influência ainda dos jogos iniciais sob o ex-lateral.
Ao longo dos 15 compromissos totais com o português, a posse média é de 52%, contra 61% nos 101 jogos de Filipe Luís em todas as competições. A grande diferença está na pressão alta: o Flamengo de Filipe recuperava a bola 5,7 vezes no terço final; com Jardim, esse número despencou para 3,1, evidenciando uma postura mais reativa e letal nos contra-ataques.
Ataque e defesa: eficiência inabalável apesar das alterações
O volume de finalizações também mudou. Em 2025, o líder era o Flamengo com 15,4 chutes por partida; em 2026, caiu para 13,6 (sétimo lugar). Em todas as competições, a média é de 15,2 com Filipe e 14,6 com Jardim. No entanto, a qualidade prevalece: grandes chances criadas e xG (gols esperados) por jogo são semelhantes, com o português até superando em gols reais marcados por partida.
Defensivamente, o time sofre mais (12,7 finalizações rivais por jogo contra 9,5 antes), mas compensa com menos grandes chances cedidas. Os gols sofridos se equiparam entre os dois treinadores, provando que a nova estratégia é sólida.
Lições do Cruzeiro reforçam o estilo de Jardim
No Cruzeiro de 2025, Jardim já exibia essa filosofia: 14º em posse (47,7%), mas terceiro no Brasileirão com 70 pontos. O time brilhava sem a bola (75% de aproveitamento em jogos com até 53% de posse), mas patinava ao propor o jogo (35% de sucesso com mais de 53%). Tropeços contra retrancas como Ceará, Santos e Vasco ilustram isso, assim como eliminações na Sul-Americana e Copa do Brasil.
No Flamengo, essa receita parece funcionar melhor, adaptando-se ao elenco rubro-negro para manter a competitividade em alto nível.
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