Futebol

Fluminense encara pesadelo da altitude em La Paz e busca milagre na Libertadores

29 de abril de 20262 min de leituravia Vitória Mendes Albuquerque
Fluminense encara pesadelo da altitude em La Paz e busca milagre na Libertadores — Futebol

O Fluminense ocupa a última posição no Grupo C da Libertadores e precisa de uma virada urgente. Um dos maiores desafios será a altitude extrema de La Paz, onde o time enfrenta o Bolívar nesta quinta-feira (30), às 19h (de Brasília), no Estádio Hernando Siles, a 3.650 metros de altura. O passado do Tricolor nesses cenários é preocupante e exige superação total.

Passado complicado em grandes altitudes

Ao longo da história, o Fluminense disputou 24 partidas em locais elevados acima do nível do mar, com nove triunfos, três igualdades e 12 reveses. Nos últimos quatro anos, o saldo é ainda mais negativo: apenas uma vitória em quatro compromissos. Recentemente, em 2023, o Time de Guerreiros caiu por 1 a 0 para o GV San José, exatamente no mesmo estádio que recebe o duelo contra o Bolívar.

As memórias amargas incluem derrotas para a LDU equatoriana nas decisões da Libertadores de 2008 e da Sul-Americana de 2009, além do jogo de ida da Recopa de 2024 — este revertido no Maracanã, garantindo o título e cicatrizando uma dor de mais de 15 anos.

Tabu ainda mais duro acima de 3 mil metros

O cenário piora quando a altitude ultrapassa 3 mil metros: seis jogos, com três derrotas, dois empates e só uma vitória. Cinco desses duelos ocorreram no Hernando Siles. Na campanha vitoriosa da Libertadores 2023, houve revés por 1 a 0 ante o The Strongest. A única conquista nessa rarificada atmosfera foi um amistoso contra o Bolívar, em 1950.

Desafio de 76 anos para sobreviver na competição

Pela primeira vez em mata-mata oficial, Fluminense e Bolívar se reencontram após 76 anos. O único embate anterior, um amistoso em 1950, terminou 2 a 1 para os cariocas, com craques como Pinheiro, Didi e Orlando Pingo de Ouro, sob o comando de Ondino Vieira. Para se manter vivo na Libertadores, o elenco de Luis Zubeldía terá de romper esse jejum em altitudes extremas. Desde então, vitórias em locais elevados ocorreram sempre abaixo dos 3 mil metros, como o último êxito sobre o Millonários, em Bogotá, pela Libertadores de 2022.

Compartilhar:CompartilharSeguir @pulsoesporte

Receba as principais notícias no seu e-mail

Uma seleção curada dos melhores artigos, direto na sua caixa de entrada. Sem spam.

Artigos Relacionados