Futebol

Gesto ousado de Bobadilla no clássico agita debate: merecia vermelha?

11 de maio de 20262 min de leituravia Rafael Souza
Gesto ousado de Bobadilla no clássico agita debate: merecia vermelha? — Futebol

Polêmica explode na Neo Química Arena

No embate tenso entre São Paulo e Corinthians, que terminou com vitória corintiana por 3 a 2, um momento chamou atenção após o gol de Luciano, nos acréscimos do primeiro tempo. O volante Bobadilla, responsável pela assistência, correu para celebrar e simulou um gesto próximo à região genital, sem qualquer toque. O VAR alertou o árbitro Anderson Daronco, que revisou a jogada e, surpreendentemente, manteve o jogador em campo após reproduzir o movimento diante da torcida.

Precedentes históricos no futebol

Gestos dessa natureza não são novidade no esporte. Há mais de três décadas, ídolos como Edmundo, em 1995 durante Vasco x Flamengo, e Loco Abreu, ícone uruguaio, já haviam adotado celebrações semelhantes direcionadas à torcida adversária. Abreu via neles uma tradição sul-americana, mas no Brasil a arbitragem costuma ser mais severa. Recentemente, Allan, do Corinthians, levou cartão vermelho por gesto similar, só que com contato físico na área – diferença crucial no caso de Bobadilla.

Especialistas divididos sobre a decisão

A jogada dividiu opiniões entre árbitros e analistas. Renata Ruel, ex-árbitra e comentarista da ESPN, criticou Daronco: "A regra manda expulsar por ações ofensivas ou abusivas, independentemente de toque. Era vermelho certo". Já Carlos Eugênio Simon e Alfredo Loebeling, ex-árbitros respeitados, defenderam a escolha. Simon apontou que o VAR não deveria ter intervindo, enquanto Loebeling destacou o contexto cultural de argentinos e uruguaios na interpretação de Daronco.

Regulamento deixa margem para subjetividade

As normas da FIFA preveem punição – de amarelo a vermelho – para condutas insultantes ou obscenas, mas sem lista exaustiva de exemplos. A decisão final cabe ao juiz, que pondera intenção, alvo do gesto e efeitos no jogo. Assim, não há obrigatoriedade automática de expulsão, o que explica as variações em lances parecidos.

Compartilhar:CompartilharSeguir @pulsoesporte

Receba as principais notícias no seu e-mail

Uma seleção curada dos melhores artigos, direto na sua caixa de entrada. Sem spam.

Artigos Relacionados