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Herói da goleada épica: Helinho revive massacre do Remo sobre Cruzeiro em 1994

25 de abril de 20263 min de leituravia Rafael Souza
Herói da goleada épica: Helinho revive massacre do Remo sobre Cruzeiro em 1994 — Futebol

Atacante brilhou com quatro gols na vitória histórica do Remo

Cruzeiro e Remo se reencontram pela Série A do Brasileirão neste sábado (25), após 32 anos de espera. Para a torcida celeste, o retrospecto recente é amargo, especialmente o último confronto na elite, que terminou em humilhante derrota para a Raposa.

Contexto da repescagem traumática de 1994

A partida decisiva aconteceu na repescagem do Campeonato Brasileiro de 1994, em meio a uma campanha desastrosa do time mineiro. O formato contava com dois grupos de seis equipes, e os lanternas seguiam para essa fase eliminatória.

No grupo que incluía Remo, Bahia, Vasco, Santos e Guarani, o Cruzeiro terminou na última posição, com míseros quatro pontos: uma vitória, um empate e sete derrotas. Na repescagem, a situação piorou, culminando em uma goleada de 5 a 1 sofrida em casa, no Mineirão, com apenas pouco mais de 2 mil torcedores presentes, já sem fé na equipe.

Relato exclusivo do artilheiro Helinho

"Naquele jogo, ainda tínhamos uma chance real de evitar o descenso. Isso nos deu um respiro. O Cruzeiro estava em pânico total, pior que nós. Mas, como time grande, escapou na rodada final. Em pontos corridos, teria sido rebaixado", contou Helinho, responsável por quatro dos cinco gols, em entrevista exclusiva ao Lance!.

Duelos memoráveis com Dida e o apelo de Toninho Cerezo

Helinho dominou completamente o goleiro Dida. Aos 22 minutos, um erro de Arley no gramado entregou a bola ao camisa 9 do Remo, que finalizou no canto direito na saída do adversário.

Cerca de dez minutos depois, em contra-ataque veloz, Cuca lançou o parceiro para o segundo gol. Quando o Cruzeiro ameaçou, Clemer brilhou ao defender chute de Cerezo.

No segundo tempo, aos 13 minutos, outra tabela perfeita com Cuca permitiu que Helinho lobasse por cima de Dida, marcando o terceiro. Logo após, retribuiu a assistência ao amigo. Com o placar folgado fora de casa, aos 19 minutos da etapa final, Toninho Cerezo pediu ao jovem atacante para desacelerar.

"Toninho me implorou para parar de correr, pois o jogo estava ganho. Mas eu tinha 25 anos, era garoto e queria mais gols", recordou Helinho.

E ele conseguiu: aos 45, driblou Lelei e Célio Lúcio antes de superar Dida pela quarta vez.

"A maioria veio em transições rápidas e contra-ataques. O terceiro foi uma bela troca de passes com Cuca, que também fez um golaço. O Cruzeiro, desesperado, avançou e se expôs, jogando com linha alta no meio. Eu era veloz e pegava os zagueiros de surpresa", analisou o ex-jogador.

"Sempre levei a melhor contra Dida naquele dia. É um tabu: Remo tem vantagem histórica sobre Cruzeiro, mesmo sem mim em campo", acrescentou.

Desfecho diferente para os times

Antes de massacrar a Raposa, o Remo havia levado 6 a 1 do Atlético-MG, mostrando que sua campanha também patinava. No fim, o Leão caiu com os mesmos 12 pontos do Cruzeiro, mas perdeu no saldo de vitórias.

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