Hincapié, Saliba e Gabriel simbolizam a garra do Arsenal na luta exaustiva por títulos

As mudanças táticas de Diego Simeone permitiram ao Atlético de Madrid retomar o controle contra o Arsenal no Estádio Metropolitano. A alteração para uma linha de cinco defensores no intervalo desestabilizou os visitantes. No entanto, o treinador destacou outro elemento crucial em sua análise pós-jogo.
"Vocês puderam notar o desgaste acumulado deles por tantos jogos, tanta pressão e a responsabilidade de disputar a Premier League e a Champions League", declarou Simeone. "Tudo isso pesa. No segundo tempo, jogamos melhor, principalmente no ataque final, criando mais oportunidades. Só faltou o gol para virar o jogo."
Evidentemente, Simeone considerou o cansaço físico e mental do Arsenal em seu planejamento. O pênalti convertido por Viktor Gyökeres acelerou o processo, mas a intensidade do Atlético após o intervalo foi notável, com o objetivo de sufocar o rival exausto.
Não é surpresa que o Arsenal parecesse à beira do colapso. Com 57 partidas disputadas na temporada, o número mais alto entre os grandes campeonatos europeus, eles ainda enfrentam um duelo decisivo contra o Fulham no sábado.
Arsenal x Fulham
O Atlético, com 55 jogos, ocupa a quarta posição na La Liga, garantindo vaga na Champions, mas sem ambições de título, o que permitiu poupar energias. O Arsenal, por outro lado, não teve escolha: foram levados ao limite. Jogadores como David Raya, Martin Zubimendi e Declan Rice já superaram 4 mil minutos em campo.
O esforço colossal da temporada alimentou a indignação de Mikel Arteta com o pênalti anulado de seu time. "Depois de nove meses e meio lutando para chegar aqui, esse gol mudaria tudo na eliminatória", desabafou. "Não pode acontecer. Colocamos tanto nisso."
Graças à resiliência guerreira, o Arsenal evitou a derrota. Sob pressão implacável do Atlético no início do segundo tempo, seguraram o forte, limitando o dano ao pênalti de Julián Álvarez.
A determinação foi encarnada por Piero Hincapié, que venceu todos os cinco duelos disputados e fez quase tantas interceptações quanto o resto do time junto. William Saliba e Gabriel realizaram mais do que o dobro de desarmes que todos os outros jogadores em campo.
Essa combatividade se espalhou pelo elenco. Quando Ademola Lookman se infiltrou pela esquerda no primeiro tempo, Noni Madueke voltou para bloquear. Gabriel Martinelli exibiu a mesma vigilância defensiva pelo outro lado.
"Estou muito orgulhoso", completou Arteta. "Digo isso aos garotos: o jeito como lidamos com essa pressão por nove meses e meio é admirável. Vi os melhores times do mundo desmoronarem aqui, levando 3 ou 4 gols."
O duelo PSG x Bayern, com nove gols, mostrou o poder ofensivo dos outros semifinalistas. Mas a solidez defensiva do Arsenal é sua arma: apenas seis gols sofridos em 13 jogos da Champions.
Pode-se questionar se dependem demais da defesa, mas Arteta diria que é necessidade, seja pela exigência de mata-matas ou pelas lesões que assolaram seus atacantes.
Boa notícia: os reservas brilharam contra o Atlético. Sem Kai Havertz e Jurrien Timber, mas com Bukayo Saka, Eberechi Eze, Leandro Trossard, Gabriel Jesus e Cristhian Mosquera entrando no fim para recuperar o controle.
Isso deixou Simeone atônito ao ser questionado se o calendário do Arsenal favorece o Atlético no jogo de volta. "Não, não", respondeu. "Viram os cinco que entraram? Cada vez eu pensava: 'Sério?'. Sim, sério, porque são excelentes. Têm profundidade enorme para competir assim. Senão, não estariam onde estão."
"Venceram 10, empataram 3 na Champions sem perder. Na Premier, brigam pelo título desde o primeiro dia. É um grande time."
O Arsenal precisa coroar essa temporada épica com taça para ser considerado elite. Mas antes, Fulham: mais uma virada rápida, batalha contra o cansaço e o adversário.
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