John McGinn, capitão do Aston Villa: sonho de taça europeia e liderança que vai além das quatro linhas

Entrevista exclusiva com o ídolo dos Villans
"É o Aston Villa", brinca John McGinn ao Sky Sports. "A gente nunca facilita as coisas pra si mesmo." Ainda assim, o time está a um jogo de uma final europeia. "Criamos um desafio extra, mas estamos confiantes de que vamos passar."
A confiança em B6 diminuiu nos últimos dias. O placar de 1 a 0 contra o Nottingham Forest no jogo de ida da semifinal da Europa League foi um revés. Pior foi a derrota em casa para o Tottenham no Campeonato Inglês, no domingo.
Isso aumenta a pressão para o duelo de volta. Mas há motivos para otimismo, e eles vêm na figura carismática do capitão McGinn, ídolo da torcida. Ele poupou-se contra o Spurs por precaução, mas deve voltar para liderar o time no Villa Park nesta quinta-feira.
"Trabalhamos duro para ter o segundo jogo em casa. Era um objetivo grande", conta ele, dentro do estádio. McGinn quer explorar essa vantagem sob os holofotes. "Este é um lugar especial. Se marcarmos o primeiro gol, o estádio vai explodir."
Noites mágicas no Villa Park
McGinn já viveu noites assim nesse templo do futebol. Ele até marcou em vitórias épicas, como o 3 a 2 sobre o PSG na Champions da temporada passada, quando o Villa quase derrubou os futuros campeões.
Oito anos no clube, seu estilo incansável e talentoso continua conquistando os fãs. Ele se alimenta da torcida: seis de seus sete gols na temporada foram em casa.
"O técnico fala disso o tempo todo. Ele acha que eu mudo em casa", ri McGinn, mas elogia o apoio das arquibancadas. "Não há lugar melhor para jogar futebol."
Conexão profunda com o clube
O escocês, de 31 anos, só conhecia o Villa Park do FIFA antes de assinar. Hoje, a ligação é real. "Levantar uma taça seria tudo", diz sobre o sonho.
Ele já conquistou títulos em times anteriores: a Copa da Liga Escocesa com o St Mirren, primeiro troféu em 26 anos; e a Copa da Escócia com o Hibernian, após 114 anos de espera.
Para o Villa, são 30 anos sem prata. "Eu sei o que isso significa para a torcida, que viaja anos sem vitórias. Entendo a importância", afirma.
Liderança que transcende o esporte
McGinn entende como poucos. Humilde e adorado, ele explica aos novatos: "Este é um clube que as pessoas vivem." E completa: "Ser capitão do Aston Villa é mais que futebol. É jogar por um propósito, honrar a história e adicionar capítulos."
Steven Gerrard o nomeou capitão por isso: "Pelo jeito que trato as pessoas no CT e no estádio. Todo mundo é importante aqui."
Histórias como a do técnico escocês Gordon Strachan, impressionado com sua ajuda aos funcionários no sub-21, mostram seu caráter. Sua criação em Clydebank e formação no St Mirren moldaram essa ética.
"Estou tão faminto quanto aos 17 anos", diz. Desde a estreia na Premier League em 2019, criou 260 chances (21º no campeonato) e fez 405 desarmes (10º lugar).
Desafio na Europa League
Com novo contrato, ele segue no grupo unido de Unai Emery. "Muitos jogadores de longa data, memórias incríveis." Mas a torcida quer troféus.
"Avançamos muito, mas precisamos entregar mais", admite. Virar contra um Forest em forma não será fácil. "Precisamos melhorar muito do último jogo."
Com o artilheiro de dois gols contra o Forest em casa esta temporada de volta, uma noite grande espera. "Este elenco já provou que entrega em momentos decisivos. Vamos fazer de novo."
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