Lacroix desembarca em Stamford Bridge e fortalece a zaga do Chelsea sob Alonso

Chegada imediata
Maxence Lacroix sorriu ao atender o telefone em seu apartamento em Londres. A voz do técnico Xabi Alonso do outro lado da linha deixou claro que o francês não precisava mais pensar duas vezes. Em poucos dias, o zagueiro de 26 anos completou exames médicos na capital inglesa e assinou contrato de seis anos até 2032. O valor da transferência, £51 milhões, superou ligeiramente as expectativas iniciais do Crystal Palace, que buscava cerca de £55 milhões.
O acerto marca uma virada na estratégia do Chelsea neste verão de 2026. Pela primeira vez desde 2022, o clube gastou alto em um defensor com mais de 26 anos. Lacroix é a quinta contratação da janela e eleva o total investido a mais de £250 milhões. O clube também deve fechar com Danny Welbeck e Jordan Henderson, ambos acima dos 35 anos.

O que muda na defesa
Com a saída de Marc Guehi, o Palace viu em Lacroix um pilar defensivo durante duas temporadas. O francês chegou de Wolfsburg em 2024 por cerca de £15,5 milhões e rapidamente se adaptou ao ritmo da Premier League. Alto, rápido na recuperação e forte no jogo aéreo, ele venceu mais duelos individuais do que qualquer outro zagueiro da liga nos últimos dois anos.
Alonso valoriza exatamente esse perfil. O espanhol quer uma linha defensiva que combine velocidade e experiência para sustentar o estilo de posse alta que vem implementando. Lacroix, com sete jogos pela seleção francesa e três aparições na Copa do Mundo de 2026, traz ainda o peso de quem já disputou grandes torneios. A França terminou em quarto lugar naquele Mundial.
No Palace, Lacroix conquistou FA Cup e Conference League sob o comando de Oliver Glasner. O técnico austríaco elogiou publicamente a evolução do defensor, que muitos questionaram na época da chegada. Os números comprovam: ele está entre os cinco zagueiros mais rápidos da Premier League e lidera em bolas recuperadas em situações de um contra um.
Política de mercado
O Chelsea já arrecadou mais de £130 milhões com vendas nesta janela, incluindo compensação por Enzo Maresca ao Manchester City. Nomes como Trevoh Chalobah, Benoît Badiashile e Axel Disasi devem deixar o clube. Durante as negociações, o Chelsea ofereceu a chance ao Palace de discutir a contratação de algum desses defensores disponíveis.
Os dois clubes mantêm bom relacionamento histórico, com negócios anteriores envolvendo Chilwell e o próprio Chalobah. Essa proximidade facilitou o acordo por Lacroix, que declarou sem rodeios: “É o melhor clube do mundo”. Ele conversou com Malo Gusto, Trevoh Chalobah e Benoît Badiashile antes de decidir. Todos reforçaram a mesma mensagem sobre a história do Chelsea e o projeto de Alonso.
Contexto tático e futuro
Lacroix não é apenas um zagueiro alto e rápido. Ele também se destaca em saídas de bola e em duelos aéreos, ocupando o terceiro lugar em desarmes na área e o sétimo em bolas aéreas ganhas. Alonso vê nele o complemento ideal para uma defesa que precisa equilibrar solidez com a construção de jogadas.
O mercado do Chelsea segue movimentado. Além dos reforços já confirmados, como Morgan Rogers, Geovany Quenda e Marco Palestra, o clube busca ajustar o elenco para a temporada que se inicia. Lacroix chega com a missão de ser titular imediato e ajudar a reduzir a rotatividade na zaga.
A relação entre Palace e Chelsea, construída ao longo de anos, permitiu que as conversas avançassem sem atritos. Agora, o francês vestirá a camisa azul e tentará repetir no Stamford Bridge o sucesso que teve em Selhurst Park. O torcedor do Chelsea, acostumado a grandes investimentos, recebe um jogador que une números sólidos a uma mentalidade vencedora.
A janela ainda reserva mais movimentações, mas a chegada de Lacroix já sinaliza a nova direção: experiência e maturidade para um time que quer brigar por títulos na Premier League e na Europa.
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