Lei do ex e chances perdidas travam Athletico e Bragantino no Brasileirão

Empate revela falhas na finalização
Athletico e Bragantino não conseguiram subir na tabela porque desperdiçaram várias oportunidades claras de gol. O confronto na Arena da Baixada terminou em 1 a 1, com o Bragantino abrindo o placar por meio do zagueiro Pedro Henrique, ex-jogador do Furacão, e o Athletico igualando com Kerwin Vargas. Quem controlou mais a bola no primeiro tempo foi o time da casa, mas o goleiro Volpi evitou o gol até o intervalo.
A partida ganhou novo ritmo na volta do vestiário. O Athletico voltou a atacar com mais intensidade, mas Mendoza e Viveros não converteram as chances criadas. Aos 21 minutos do segundo tempo, Pedro Henrique aproveitou escanteio e marcou contra seu ex-clube, aplicando a lei do ex. O Furacão reagiu rápido, e Vargas cabeceou após cruzamento de Viveros para deixar tudo igual aos 29 minutos.

O que isso significa na briga por G4 e G5
Com o resultado, o Athletico permanece na terceira posição, com 41 pontos, mas vê o Fluminense se aproximar após vitória sobre o Palmeiras. O Bragantino, que sonhava com o G5, fica na sétima colocação com 32 pontos e precisa reagir logo para não perder contato com a parte de cima. O empate repete o placar da quarta rodada, quando as equipes também ficaram no 1 a 1 em Bragança Paulista.
O histórico recente entre os times mostra equilíbrio: em 16 confrontos desde 2012, o Athletico tem seis vitórias, o Bragantino cinco e cinco empates. Odair Hellmann viu sua equipe criar bastante, mas pecar na hora da definição. Já Vagner Mancini elogiou a postura defensiva do Massa Bruta, que quase segurou a vantagem com defesas de Volpi e uma cabeçada de Pitta que Santos espalmou.
Agora os caminhos se separam. O Athletico visita o Botafogo na segunda-feira pela 24ª rodada, duelo importante para manter a distância sobre os perseguidores. O Bragantino, por sua vez, recebe o Atlético na quarta-feira pelo jogo de volta das oitavas de final da Sul-Americana, competição que pode render vaga na Libertadores. O Furacão entra embalado pela raça mostrada após o gol sofrido, enquanto o Massa Bruta precisa converter as oportunidades que surgirem para voltar a sonhar com o G5.
Taticamente, o primeiro tempo mostrou o Athletico com maior posse e volume, mas sem efetividade. O Bragantino recuou, apostando em contra-ataques rápidos com Isidro Pitta e Vinicinho. Na etapa final, a entrada de Vargas mudou o cenário ofensivo do Furacão, que passou a cruzar mais da esquerda. A dupla Viveros e Mendoza pressionou os zagueiros rubro-negros, mas a defesa do Bragantino resistiu até o fim. O empate deixa lições: o Athletico precisa melhorar a pontaria para não deixar pontos em casa, e o Bragantino tem que ser mais letal quando joga fora.
No contexto maior do Brasileirão 2026, o resultado mantém a briga por vagas na Libertadores acirrada. O Athletico ainda sonha com o G3, mas qualquer deslize pode custar caro com Fluminense, Flamengo e Palmeiras por perto. Já o Bragantino mira ao menos o G6 para garantir Sul-Americana na próxima temporada. Os dois times voltam a campo com objetivos claros: o Furacão quer consolidar a posição, o Massa Bruta busca reação imediata. O equilíbrio histórico sugere que o próximo encontro pode novamente ser equilibrado e decidido nos detalhes.
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