Liminar recoloca Tuma Júnior no comando do Conselho do Corinthians

A Justiça viu irregularidades graves na reunião que afastou Romeu Tuma Júnior e decidiu devolver o cargo a ele de forma liminar. Isso muda o cenário interno do Corinthians porque reforça o poder do estatuto sobre decisões apressadas.

Irregularidades anulam afastamento de Tuma
O juiz Antonio Manssur Filho, da 2ª Vara Cível do Tatuapé, apontou que só o presidente do Conselho pode convocar reuniões, e não a diretoria. A sessão de 23 de março também pulou o processo na Comissão de Ética, tirando de Tuma o direito de defesa. A primeira secretária encerrou os trabalhos por considerar a convocação inválida, e a retomada pelo segundo secretário não tinha base no estatuto. Além disso, o regulamento do clube não prevê afastamento cautelar por voto do plenário.
O que isso significa para o Corinthians
Com Tuma de volta, Osmar Stabile e Denis Piovezan ficam impedidos de tomar medidas contra o dirigente. O clube ganha tempo para resolver a disputa interna sem novas crises de governança. A decisão ainda mostra que o estatuto prevalece em momentos de tensão, algo importante na briga por estabilidade administrativa. Tuma já havia voltado de licença durante a reforma estatutária e nunca aceitou o afastamento anterior.
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