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Marino Hinestroza: promessa colombiana do Vasco decepciona e busca redenção na Sul-Americana

6 de maio de 20263 min de leituravia Rafael Souza
Marino Hinestroza: promessa colombiana do Vasco decepciona e busca redenção na Sul-Americana — Futebol

Chance de ouro contra o Audax Italiano

O colombiano Marino Hinestroza, reforço mais caro do Vasco na recente janela de transferências, enfrenta um começo complicado na equipe carioca. Ele aparece na lista de relacionados para o duelo contra o Audax Italiano, na quarta-feira (6), pela Copa Sul-Americana, e pode ganhar vaga no time inicial.

Contratado por cerca de 5,2 milhões de euros (equivalente a R$ 32,5 milhões), o jovem de 21 anos chegou com status de estrela sul-americana após brilhar no Atlético Nacional. Lá, em duas temporadas, jogou 84 partidas, balançou as redes 11 vezes e deu 14 passes para gol. Inclusive, vestiu a camisa da seleção colombiana em duas partidas das Eliminatórias para a Copa de 2026.

Vasco supera rivais na negociação

O Cruz-Maltino venceu a concorrência de Botafogo, Internacional e Boca Juniors para trazer o atleta. Ao chegar ao Rio, Marino revelou como a conversa com o compatriota Johan Rojas e o ex-técnico Fernando Diniz selou o acordo. A estratégia era repetir o êxito de Andrés Gómez, posicionando-o nas pontas com velocidade e habilidade.

Números frios e adaptação lenta

Até agora, os resultados não empolgam: 336 minutos em 12 jogos, só dois como titular e nenhuma participação direta em gols. Após bons momentos iniciais, como contra o Coritiba, veio a irregularidade. O grande defeito é a escolha errada de jogadas, o que afeta o time e irrita a torcida.

Renato Gaúcho, atual comandante, já falou sobre os desafios de sul-americanos no Brasil. Após revés para o Botafogo no Brasileirão, ele apontou a diferença tática e o calendário puxado como obstáculos para correções rápidas.

Exemplo de paciência com Gómez

A torcida vascaína tem um motivo para esperar: Andrés Gómez passou pelo mesmo no início, mas explodiu após quatro meses e foi crucial na Copa do Brasil. Marino está nesse prazo agora, e mais minutos podem ser o caminho.

Análise de Fellipe Bastos

O ex-meia vascaíno e comentarista Fellipe Bastos, em entrevista ao Lance!, defendeu o tempo de maturação. Citou Santiago Montoya, que não se adaptou em 2013, mas reforçou a confiança no potencial de Marino. "O futebol brasileiro é intenso e exige ajuste, mas ele vai render", previu, destacando que seis meses é o mínimo esperado.

Dilema de Renato Gaúcho

O treinador precisa decidir: rodar o elenco para ajudar na evolução ou limitar minutos e reduzir pressão? Na última Sul-Americana, contra o Olimpia, Marino errou mesmo com placar favorável. O alto investimento contrasta com o baixo impacto em São Januário, mas o futebol cobra paciência em apostas assim.

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