Mattos defende elenco santista e revela crise financeira como raiz dos problemas

Executivo santista destaca herança de dívidas e confiança no grupo atual
O diretor de futebol do Santos, Alexandre Mattos, usou uma coletiva de imprensa na Vila Belmiro, neste domingo (19), para analisar a fase complicada do time no Brasileirão e em outras competições. Ele rebateu críticas ao elenco e enfatizou que as dificuldades financeiras, acumuladas ao longo de anos, são o principal entrave para o progresso do clube.
Comparação com rivais é injusta, diz dirigente
Questionado sobre equipes que subiram da Série B e hoje brilham, como Athletico-PR e Mirassol – este último na briga pelo G-6 e classificado à Libertadores –, Mattos foi direto: não se pode equiparar realidades distintas, com pressões e contextos variados. A insatisfação da torcida, segundo ele, remonta a 2021, formando um legado de desafios que o Santos enfrenta diariamente em busca de sua identidade competitiva. "Ninguém quer vir aqui só para se explicar; o objetivo é gerar orgulho", reforçou.
Derrotas recentes aumentam pressão sobre o Peixe
O Santos vem tropeçando feio: na Sul-Americana, ficou no empate com os suplentes do Deportivo Recoleta, do Paraguai, e no fim de semana perdeu por 3 a 2 para o Fluminense, de virada, em casa. Mattos admitiu que o time projeta brigas no topo, mirando a Libertadores, mas falhas defensivas e desperdícios ofensivos têm cobrado um preço alto. "Temos oportunidades claras, mas concedemos gols bobos. É hora de corrigir e reconquistar a postura de contenders", completou.
Herança financeira trava investimentos
Ao apontar as causas profundas, o executivo foi categórico: a instabilidade monetária do Santos é antiga e impede contratações de peso. Sem receitas robustas, o clube prioriza reorganização interna e estruturação. "Não se trata de um ou outro jogador; é um problema crônico que limita ações no mercado", explicou, descartando personalizações em nomes específicos.
Posição precária no Brasileirão
Após o revés para o Flu, o Alvinegro Praiano segue com 13 pontos em 12 rodadas, na 15ª posição. O retrospecto mostra três triunfos, quatro igualdades e cinco reveses, com 16 gols a favor e 19 contra, resultando em saldo de -3. A proximidade da zona de risco eleva a tensão para os próximos compromissos.
