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Mauro Cezar analisa Filipe Luís e Leonardo Jardim: 'O anterior era superior em coletivo'

6 de maio de 20262 min de leituravia Rafael Souza
Mauro Cezar analisa Filipe Luís e Leonardo Jardim: 'O anterior era superior em coletivo' — Futebol

Comandante rubro-negro há dois meses no cargo

O jornalista Mauro Cezar provocou discussões acaloradas entre os torcedores ao avaliar as gestões de Filipe Luís e Leonardo Jardim à frente do Flamengo. Em sua aparição no programa da Jovem Pan, ele apontou contrastes evidentes nos estilos de jogo, no rendimento geral e na efetividade das duas formações.

Estilo de Filipe Luís: solidez e pressão alta

De acordo com Mauro, a equipe sob o comando de Filipe Luís exibia um padrão de jogo mais equilibrado em termos coletivos. Havia domínio na posse de bola, marcação agressiva na origem do adversário e uma retaguarda extremamente confiável.

— A equipe mantinha boa posse, exercia pressão intensa, recuperava a bola no setor ofensivo e sofria poucos gols. Em cerca de 80 partidas, mais da metade terminou com o zero no placar defensivo. Foi a melhor defesa e o melhor ataque do Brasileirão — destacou o comentarista.

Mesmo com esses méritos, ele identificou uma falha no ataque: a lentidão para concluir as jogadas.

— Muita gente, inclusive eu, ficava frustrado com a demora nas finalizações. Em vez de chutar, buscavam um passe extra e desperdiçavam oportunidades — observou.

Leonardo Jardim: mais letal no ataque, mas frágil atrás

Ao traçar paralelos com o atual treinador, Mauro Cezar notou que o Flamengo de Jardim melhora na precisão das finalizações e na conversão em gols, mas regrediu em outros fundamentos essenciais.

— Em comparação com a média de Filipe Luís, o time de hoje chuta com mais acerto e produz mais gols por chance criada. Porém, em todos os demais indicadores, o período anterior era superior — argumentou.

Ele enfatizou a queda na intensidade da pressão sobre a construção de jogo dos rivais.

— Os oponentes trocavam bem menos passes ao iniciar as jogadas contra o Flamengo de antes, graças à marcação mais sufocante — completou.

Herança valiosa e alertas para o presente

Mauro também ressaltou o contexto privilegiado recebido por Jardim ao assumir o Mengão.

— Herdar um elenco que conquistou títulos continentais e nacionais é um baita presente. Qual treinador recusaria isso? Haveria fila para o cargo — ironizou.

Por fim, criticou a postura atual, que expõe mais fragilidades.

— Este Flamengo é mais exposto, concede mais chutes a gol e protagoniza partidas abertas demais. É justamente isso que me incomoda — finalizou.

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