Mauro Cezar analisa Filipe Luís e Leonardo Jardim: 'O anterior era superior em coletivo'

Comandante rubro-negro há dois meses no cargo
O jornalista Mauro Cezar provocou discussões acaloradas entre os torcedores ao avaliar as gestões de Filipe Luís e Leonardo Jardim à frente do Flamengo. Em sua aparição no programa da Jovem Pan, ele apontou contrastes evidentes nos estilos de jogo, no rendimento geral e na efetividade das duas formações.
Estilo de Filipe Luís: solidez e pressão alta
De acordo com Mauro, a equipe sob o comando de Filipe Luís exibia um padrão de jogo mais equilibrado em termos coletivos. Havia domínio na posse de bola, marcação agressiva na origem do adversário e uma retaguarda extremamente confiável.
— A equipe mantinha boa posse, exercia pressão intensa, recuperava a bola no setor ofensivo e sofria poucos gols. Em cerca de 80 partidas, mais da metade terminou com o zero no placar defensivo. Foi a melhor defesa e o melhor ataque do Brasileirão — destacou o comentarista.
Mesmo com esses méritos, ele identificou uma falha no ataque: a lentidão para concluir as jogadas.
— Muita gente, inclusive eu, ficava frustrado com a demora nas finalizações. Em vez de chutar, buscavam um passe extra e desperdiçavam oportunidades — observou.
Leonardo Jardim: mais letal no ataque, mas frágil atrás
Ao traçar paralelos com o atual treinador, Mauro Cezar notou que o Flamengo de Jardim melhora na precisão das finalizações e na conversão em gols, mas regrediu em outros fundamentos essenciais.
— Em comparação com a média de Filipe Luís, o time de hoje chuta com mais acerto e produz mais gols por chance criada. Porém, em todos os demais indicadores, o período anterior era superior — argumentou.
Ele enfatizou a queda na intensidade da pressão sobre a construção de jogo dos rivais.
— Os oponentes trocavam bem menos passes ao iniciar as jogadas contra o Flamengo de antes, graças à marcação mais sufocante — completou.
Herança valiosa e alertas para o presente
Mauro também ressaltou o contexto privilegiado recebido por Jardim ao assumir o Mengão.
— Herdar um elenco que conquistou títulos continentais e nacionais é um baita presente. Qual treinador recusaria isso? Haveria fila para o cargo — ironizou.
Por fim, criticou a postura atual, que expõe mais fragilidades.
— Este Flamengo é mais exposto, concede mais chutes a gol e protagoniza partidas abertas demais. É justamente isso que me incomoda — finalizou.
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