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Nove pontos e transfer ban: Ponte Preta sofre nova punição da Fifa

Por Rafael Mendes30 de julho de 20264 min de leitura
Nove pontos e transfer ban: Ponte Preta sofre nova punição da Fifa — Futebol

Com apenas nove pontos e na lanterna da Série B, a Ponte Preta recebeu mais uma punição da Fifa que bloqueia o registro de novos jogadores. O clube de Campinas atravessa um período extremamente difícil, marcado por problemas financeiros acumulados e resultados ruins dentro de campo. A nova sanção impede qualquer contratação até que a dívida seja quitada por completo.

A origem da punição está no não pagamento da segunda parcela acordada com o zagueiro boliviano Luis Haquin, que defendeu a Macaca em 2024. O valor pendente era de R$ 227.777,75 e, mesmo após pedido de prazo extra, o clube não cumpriu o combinado. O advogado do atleta levou o caso à Fifa, que determinou o bloqueio imediato e incluiu multa até a quitação total. Esse é o segundo transfer ban aplicado pela entidade máxima do futebol, elevando para três o total de restrições que impedem o registro de atletas.

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Além da decisão da Fifa, a Ponte Preta já estava impedida de inscrever jogadores desde o início de maio por determinação da Câmara Nacional de Resolução de Disputas. O motivo foi o descumprimento de parcelas de um acordo coletivo que envolvia cerca de R$ 18 milhões. Existe ainda outro processo em andamento na Fifa relacionado ao mecanismo de solidariedade devido ao clube paraguaio Iguazú Nippon. Todas as sanções valem tanto para o mercado nacional quanto para o internacional e foram comunicadas à CBF.

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Crise financeira e reflexos na equipe

A situação administrativa se reflete diretamente no desempenho em campo. Com nove pontos, a equipe não vence há 14 jogos e ocupa a última colocação da Série B. No último compromisso, empatou em 1 a 1 com o Athletic no Moisés Lucarelli, resultado que apenas estendeu a sequência negativa. A impossibilidade de registrar reforços dificulta qualquer tentativa de reação em uma competição que exige elenco amplo e reposição constante de peças.

O clube também enfrenta atrasos salariais desde 2025, o que agrava o ambiente interno e complica a manutenção do grupo atual. Haquin, capitão da seleção boliviana e atualmente no Al-Tai, teve passagem discreta pela Ponte Preta: disputou apenas 13 partidas e ficou seis meses sem atuar por decisão técnica. Sua saída gerou mais uma pendência que agora pesa sobre o clube.

Em meio a tantas restrições, a Ponte Preta mantém em andamento um projeto de SAF, mas a recuperação financeira parece distante. A combinação de dívidas antigas, punições internacionais e falta de vitórias cria um ciclo difícil de romper. Sem possibilidade de trazer novos atletas, a comissão técnica precisa trabalhar apenas com o que já está à disposição, o que limita opções táticas e aumenta a pressão sobre os jogadores que restam.

A Série B é uma divisão marcada por disputas acirradas por acesso e por permanência, e a lanterna costuma exigir respostas rápidas. No caso da Macaca, as punições da Fifa e da CNRD reduzem ainda mais as chances de reação imediata. O bloqueio permanece até o pagamento integral das dívidas, incluindo multas, e qualquer atraso adicional pode agravar o quadro.

A torcida campineira acompanha com preocupação a sequência de problemas que se acumulam. Além das questões financeiras, o clube precisa lidar com a pressão de resultados ruins e a impossibilidade de reforçar o elenco. A permanência na lanterna e o jejum de vitórias mostram que a crise vai além do campo e atinge diretamente a capacidade de planejamento para o restante da temporada.

Enquanto isso, o time tenta encontrar alternativas dentro das limitações impostas pelas sanções. O foco agora está em resolver as pendências para retomar o direito de registrar atletas e, quem sabe, mudar o rumo da campanha na Série B. A situação atual exige soluções rápidas para evitar que o calvário se prolongue ainda mais.

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