Olten Ayres se afasta de votação que pode resultar em sua expulsão do São Paulo

Decisão voluntária por imparcialidade
O presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, Olten Ayres de Abreu Júnior, anunciou que não presidirá a sessão marcada para o dia 8, na qual os conselheiros poderão decidir sobre sua possível exclusão do quadro social do clube. A medida, adotada de forma espontânea, visa preservar a neutralidade do processo e evitar qualquer suspeita de parcialidade.
A Comissão de Ética do Tricolor analisou o caso na semana passada e emitiu recomendação favorável ao afastamento de Olten Ayres. Em comunicado oficial enviado ao Lance!, o dirigente reforçou que a escolha é estritamente institucional, priorizando a lisura das deliberações.
Vice assume a condução dos trabalhos
A responsabilidade pela sessão agora recai sobre o vice-presidente do Conselho Deliberativo, João Farias Júnior. Ele será encarregado de remarcar a reunião, seguindo as diretrizes do estatuto do clube quanto a data e horário.
Conflitos que geraram o pedido de expulsão
O episódio ganhou força após o presidente do São Paulo, Harry Massis, protocolar na quinta-feira (23) um requerimento formal para a expulsão de Olten Ayres. O documento seguiu o trâmite padrão: recebido pelo próprio presidente do Conselho e encaminhado à Comissão de Ética para avaliação.
Caso aprovado, Olten terá oportunidade de se defender antes da votação final pelos conselheiros, em um procedimento similar aos recentes envolvendo Mara Casares e Douglas, ligados a polêmicas com camarotes.
Divergências sobre reforma estatutária
As tensões surgiram de desentendimentos entre Massis e Olten em torno de mudanças no estatuto do clube. Ainda na gestão de Julio Casares, em dezembro, foi solicitada uma proposta de alteração. Destaques incluem o fim do quórum qualificado para criar uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e a separação entre as áreas social e futebolística.
Essas sugestões passaram pela Comissão Legislativa antes de chegarem ao Conselho Deliberativo e, se validadas, à votação dos sócios. No entanto, em 30 de março, Olten formou uma Comissão de Reforma Estatutária para debater alterações mais abrangentes, com prazo até 15 de maio. Isso invalidou o parecer anterior, após 30 dias de análise legislativa, intensificando o atrito.
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