Palmeiras abandona Libra e reforça laços com CBF contra acordo favorável ao Flamengo

Rompimento oficial marca nova estratégia do Verdão
O Palmeiras oficializou sua saída do bloco Libra na tarde de terça-feira, por meio de comunicado oficial. A decisão reflete insatisfação com as recentes negociações, principalmente o acordo que beneficia o Flamengo com 30% das cotas de direitos de transmissão da Globo, válido até 2029.
Motivos da ruptura e proximidade com a CBF
O clube alviverde critica o desequilíbrio nos repasses e busca maior sintonia com a gestão de Samir Xaud na Confederação Brasileira de Futebol. Não há planos imediatos de adesão à Futebol Forte União. Como o contrato de TV do Palmeiras vai até o fim de 2029, a diretoria foca em articulações de longo prazo para reformular o futebol nacional, promovendo mais autonomia aos clubes e critérios justos de divisão de receitas.
Fontes indicam que o movimento ainda está em fase inicial, visando ampliar a participação e atrair novas parcerias. Na previsão orçamentária para 2026, o Verdão projeta R$ 185 milhões em cotas televisivas, sujeitas a ajustes contratuais.
No comunicado, o Palmeiras destacou: "O bloco alcançou avanços, como o atual pacto de transmissão, mas ações egoístas comprometeram a união para um modelo coletivo de gestão. Assim, a Libra se desviou de seus ideais, virando um grupo focado em agendas individuais".
Apoio de Leila Pereira e propostas da CBF
A presidente Leila Pereira foi peça-chave no apoio a Samir Xaud na eleição da CBF, alinhada a ideias como liga unificada, redução de estaduais e fair play financeiro – pautas criticadas publicamente pelo técnico Abel Ferreira. Em abril, a CBF reuniu clubes das Séries A e B para discutir a liga, com respaldo palmeirense nos bastidores.
Reinaldo Carneiro Bastos, da FPF, sonhou com a presidência, mas faltou apoio das federações.
Acordo do Flamengo com a Libra
O Flamengo celebrou na terça um entendimento com Bahia, Grêmio, Bragantino, Remo, Santos, São Paulo, Vitória e Atlético-MG (que deixa o grupo) sobre os repasses até 2029. A diretoria rubro-negra, sob BAP desde janeiro de 2025, via o ajuste como inevitável e elogiou o equilíbrio alcançado: "O consenso atende demandas da nova gestão e preferências de alguns clubes, graças ao esforço coletivo".
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