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PGMO promete rigidez em agarrões após anulação polêmica de gol no West Ham x Arsenal

14 de maio de 20263 min de leituravia Ana Beatriz Santos
PGMO promete rigidez em agarrões após anulação polêmica de gol no West Ham x Arsenal — Futebol

Polêmica no final do jogo

O chefe de arbitragem Howard Webb afirmou que o PGMO manterá a atenção redobrada sobre agarrões impactantes em jogadas de bola parada, especialmente após a falta evidente cometida contra o goleiro do Arsenal, David Raya. No duelo entre West Ham e Arsenal, um gol de empate marcado por Callum Wilson aos 95 minutos foi corretamente invalidado pelo árbitro Chris Kavanagh, a pedido do VAR Darren England.

Contexto da decisão controversa

A jogada gerou debates intensos. Gary Neville, da Sky Sports, chegou a classificá-la como a maior intervenção do VAR na história da Premier League. O West Ham planejava questionar o PGMO, argumentando que a falta não era tão óbvia, já que o VAR levou 4 minutos e 17 segundos para confirmar a infração após o gol ser validado inicialmente.

Este ano, os árbitros receberam orientação para ser mais rigorosos com esses lances, e Webb reforçou que o foco continua.

Análise de Webb no Mic'd Up

Em entrevista no programa Match Officials Mic'd Up, Webb destacou: "Vamos seguir dialogando com os envolvidos sobre o estilo de jogo desejado, pois treinadores de bolas paradas estão explorando essas áreas em busca de vantagens mínimas. Precisamos identificar ações claras e impactantes. Melhoramos: dobramos as punições por seguradas em relação ao ano passado, mas ainda escapam algumas. Nada como esta, em que os braços do goleiro são impedidos." Ele enfatizou que o contato em Raya foi diferenciado e inegável.

Detalhes da revisão do VAR

Entre o gol de Wilson e a ida de Kavanagh ao monitor, passaram-se 2 minutos e 35 segundos, com 17 ângulos analisados. O assistente Ian Hussin inicialmente não avistou falta no goleiro. O VAR ainda avaliou possíveis infrações de Leandro Trossard em Pablo Fornals e Declan Rice em Konstantinos Mavropanos.

Akil Howson, assistente do VAR, comentou: "Trossard não está de frente para a bola. Concordo que é impactante no goleiro, mas há outros lances. Se marcarmos isso, o que fazemos com Trossard e Rice?" England optou por revisão em campo para checar tudo, priorizando a falta em Raya.

No monitor, Kavanagh confirmou: "Vejo clara segurada nele" sobre Raya, e descartou os outros contatos como irrelevantes. Webb corroborou: "O contato mais grave é no goleiro, que o impede de agarrar a bola rotineiramente. Braços cruzados no pescoço e braço – isso punimos consistentemente. Foi o primeiro lance grave na sequência."

Justificativa para o tempo gasto

Webb defendeu a demora: "É falta no goleiro? Sem dúvida. Alertamos jogadores na pré-temporada: segurar braços do goleiro é punido. Não é qualquer contato, mas interferência específica que o impede de trabalhar. O ângulo ideal mostra Pablo fazendo isso cedo. O árbitro não viu pelo aglomerado, mas o VAR intervém. Eles checaram tudo para garantir que era a única falha óbvia. Raya não pôde pegar ou socar a bola. Decisão correta e bem usada pelo VAR – levamos tempo para acertar em momento crucial."

A Premier League segue evoluindo na aplicação das regras para maior justiça nos lances decisivos.

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