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Ponte Preta carrega o pior jejum da Série B e vê o abismo se abrir na lanterna

Por Rafael Mendes8 de agosto de 20263 min de leitura
Ponte Preta carrega o pior jejum da Série B e vê o abismo se abrir na lanterna — Futebol

Tudo desabou ainda no primeiro tempo em Fortaleza. Júlio recebeu o vermelho, a Macaca ficou com dez em campo e o Ceará não perdoou. Lucca abriu o placar, Giulio ampliou no segundo tempo e a torcida campineira assistiu a mais uma noite de sofrimento.

O resultado por 2 a 0 confirmou o que já era visível há semanas: a Ponte Preta vive a pior sequência do século. Desde 24 de abril de 2026 a equipe não vence na Série B. São nove derrotas e apenas um empate nesse período, números que transformaram a Macaca na dona do maior jejum da competição, superando a marca do ABC de 2023.

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Com a derrota, o clube chega a 15 jogos consecutivos sem vitória. O dado não é apenas estatístico. Ele mostra uma equipe sem resposta tática, sem força física e, principalmente, sem moral para reagir quando o placar aperta. O Ceará, por sua vez, respirou na tabela e ganhou tempo para organizar a defesa antes dos jogos decisivos do returno.

A lanterna da Série B 2026 já tem dono. Com apenas nove pontos somados em 21 rodadas, a Ponte está 15 pontos atrás do Botafogo-SP, primeiro time fora da zona de rebaixamento. A distância é tão grande que qualquer sonho de reação imediata parece distante. A campanha no primeiro turno foi a terceira pior da história da Série B desde a adoção do sistema de pontos corridos em 2006: 15 derrotas em 19 jogos.

Os problemas vão muito além do campo. Atrasos salariais que se arrastam desde 2025 minam o vestiário e explicam a falta de raça vista em campo. Recentemente, a FIFA aplicou punição ao clube por dívidas pendentes, o que restringe contratações e complica ainda mais o planejamento. A crise institucional se reflete diretamente na sequência negativa: apenas um ponto conquistado nos últimos dez jogos.

Ponte Preta carrega o pior jejum da Série B e vê o abismo se abrir na lanterna — Futebol

No Castelão, a Ponte nunca conseguiu impor seu jogo. Com um a menos, a defesa ficou exposta e o meio-campo não conseguiu proteger os zagueiros. A falta de alternativas no banco limitou as mudanças de Rafael durante a partida. O Ceará soube explorar os espaços e não deu chances de empate.

O próximo compromisso é contra o próprio Ceará, agora em Campinas. O confronto chega em momento crítico. Uma nova derrota igualaria ou pioraria a marca negativa e praticamente decretaria a permanência na lanterna até o fim do primeiro turno. A torcida cobra atitudes da diretoria, mas o tempo para reverter o quadro é curto.

A briga por vaga continental ou até mesmo por sobrevivência na Série B parece cada vez mais fora de alcance. Enquanto isso, o Ceará respira aliviado e o Sport, o Vila Nova e o Operário seguem na briga por posições melhores. A Macaca, isolada na parte de baixo, precisa de resultados urgentes para não transformar 2026 em ano de descenso.

A sequência negativa de 15 jogos sem vencer é mais que um recorde. É o retrato de uma equipe que perdeu identidade e que agora luta contra o tempo e contra a própria história para não afundar de vez na segunda divisão.

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