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Por que o Flamengo aprovou reforma eleitoral sem definir o voto online?

Por Rafael Mendes16 de julho de 20263 min de leitura
Por que o Flamengo aprovou reforma eleitoral sem definir o voto online? — Futebol

Contexto da disputa interna no Fla

O Flamengo viveu mais um capítulo de sua política interna na segunda-feira, 13 de julho de 2026. O Conselho Deliberativo se reuniu para decidir mudanças profundas no estatuto e criar regras claras para as próximas eleições do clube. O assunto mexe diretamente com a vida de milhares de sócios que querem participar das decisões, especialmente em um momento em que o time busca manter o embalo dentro e fora de campo.

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A reforma não surgiu do nada. Desde maio de 2025 o clube já permite que conselheiros votem de forma remota nas reuniões do Conselho Deliberativo. Muitos torcedores torciam para que essa facilidade chegasse logo às eleições da presidência, uma promessa que esteve presente na campanha do atual presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap. No entanto, a complexidade do tema acabou adiando a decisão.

O que foi aprovado e o que ficou para depois

Os conselheiros aprovaram a inclusão de um Código Eleitoral e de Boas Condutas de 23 páginas no estatuto do clube. A medida recebeu 80,6% dos 678 votos, com participação presencial e remota. Entre as principais mudanças estão a exigência de que o sócio esteja quite com as mensalidades até 31 de agosto do ano eleitoral, a divulgação antecipada da lista de eleitores, a proibição de anistias em anos de eleição e a obrigação de que qualquer sistema de votação seja auditável e seguro.

Mesmo com essa aprovação ampla, o voto online nas eleições em si ficou de fora. A Comissão Permanente Eleitoral entendeu que o tema exige estudo mais detalhado sobre segurança, custos e legitimidade. Grupos de oposição reclamaram que a reforma enfraquece o Conselho Deliberativo e fortalece o Conselho de Administração, controlado pela chapa vencedora. A diretoria, por sua vez, destacou que as novas regras trazem mais transparência e governança ao clube.

O Flamengo já viveu eleições marcadas por discussões sobre quem pode votar e como evitar fraudes. Agora, com o novo código, a briga por vaga na lista de eleitores deve ficar mais rigorosa. A decisão de adiar o voto remoto mostra que o clube prefere avançar com consenso em vez de aprovar algo que ainda divide os conselheiros.

O calendário e o que vem pela frente

Com a reforma aprovada, o clube precisa definir como vai organizar as próximas eleições. A Comissão Permanente Eleitoral ganhou mais sete integrantes fixos e terá a missão de estudar o modelo de votação mais adequado. Os sócios devem ficar atentos aos prazos: lista preliminar de eleitores sai até 31 de agosto e a definitiva até 14 de novembro.

A oposição já sinaliza que vai acompanhar de perto cada passo e pode voltar à carga em futuras reuniões. Enquanto isso, a diretoria foca em mostrar que as mudanças fortalecem a instituição sem deixar de lado o debate sobre voto online. O torcedor, que acompanha tudo de perto, espera que as regras fiquem claras o quanto antes para evitar questionamentos no dia da eleição.

O Flamengo segue sua rotina de campo com a cabeça também voltada para a administração. A reforma não muda o dia a dia da equipe, mas define como o clube será comandado nos próximos anos. Resta saber se o voto remoto vai entrar na pauta antes do próximo pleito ou se a discussão vai continuar por mais tempo.

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