Premier League em crise: empurrões na área desafiam VAR e árbitros – qual a solução?

A Premier League enfrenta um dilema evidente com a forma como árbitros e VAR tratam empurrões e agarrões na área de pênalti. Embora as reclamações do West Ham sobre o gol anulado contra o Arsenal não devam prosperar, fica claro que o futebol inglês precisa decidir como controlar essa 'luta livre' nas grandes áreas.
O West Ham, lutando contra o rebaixamento, viu um gol de empate nos acréscimos marcado por Callum Wilson ser invalidado por falta de Pablo no goleiro do Arsenal, David Raya. O VAR, comandado por Darren England, analisou diversas imagens antes de chamar o árbitro Chris Kavanagh para o monitor, processo que durou mais de quatro minutos.
Essa decisão de anular o gol aos 95 minutos é considerada a mais impactante da história do VAR na Premier League e pode gerar o debate mais complexo da competição.
O West Ham tem argumentos sólidos?
O clube londrino planeja contatar a PGMO para questionar a intervenção do VAR e pedir esclarecimentos. Eles defenderão que a anulação não foi 'clara e óbvia', especialmente pelo tempo excessivo gasto: dois minutos e 35 segundos entre o gol e o chamado ao monitor, mais 17 revisões de Kavanagh, totalizando quatro minutos e 17 segundos.
Árbitros evitam decisões por medo do VAR?
Por outro lado, o atraso reforça críticas de que os árbitros de campo delegam demais ao VAR, evitando responsabilidades. No Soccer Saturday, o ex-árbitro Mike Dean criticou: 'Eles não estão decidindo em campo. Isso precisa ser resolvido no verão'. Jay Bothroyd completou: 'Árbitros devem assumir o risco. O VAR é apoio, não substituto'.
No lance, Pablo esticou o braço sobre Raya enquanto Jean-Clair Todibo puxava a camisa do goleiro. Muitos acreditam que Kavanagh deveria ter marcado a falta em tempo real.
Por que o processo demorou tanto?
Gary Neville, da Sky Sports, precisou de apenas dois ângulos e menos de um minuto para confirmar a falta. Roy Keane chamou de 'falta boba do West Ham'. Dermot Gallagher explicou a sequência: o bloqueio de Pablo impediu Raya de atacar a bola antes de outras ações, tornando a falta prioritária.
O atraso incluiu revisão de múltiplos agarrões no escanteio final. Gallagher destacou o peso: 'Pode decidir o título ou o rebaixamento'.
Como acabar com os empurrões na área?
O problema é sistêmico: agarrões viraram rotina nesta temporada. Pesquisas anuais da Premier League priorizam contato físico e intervenção mínima do VAR, preservando a intensidade do campeonato.
Em agosto, Howard Webb, chefe da PGMO, prometeu repressão moderada a puxões claros e impactantes. Até outubro, sete pênaltis foram dados por isso, só se a ação for 'clara, impactante e prolongada'. VAR intervém apenas em erros 'claros e óbvios'.
Reduzir isso exige mais rigidez do VAR ou menos tolerância ao contato – algo que o futebol inglês aceitaria? O debate continua aceso.
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