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Protesto no Fluminense: O que Jogadores e Diretoria Disseram aos Torcedores

17 de abril de 20263 min de leituravia Rafael Souza
Protesto no Fluminense: O que Jogadores e Diretoria Disseram aos Torcedores

A reapresentação do Fluminense no CT Carlos Castilho, na última quinta-feira (16), foi marcada por um ambiente de tensão e cobranças. Após a derrota por 2 a 1 para o Independiente Rivadavia, em casa, pela Libertadores, e uma sequência de quatro jogos sem vitórias, cerca de 40 torcedores de organizadas compareceram ao local para manifestar sua insatisfação. O grupo chegou por volta das 16h, abordando jogadores na entrada do centro de treinamento, localizado na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Para garantir a segurança, houve reforço no policiamento.

Apesar do clima inicialmente tenso, o protesto evoluiu para um diálogo aberto entre torcedores, atletas e representantes da diretoria, realizado de forma pacífica em frente ao CT. Os jogadores Samuel Xavier, Canobbio, Martinelli e Renê se colocaram à disposição para conversar com os torcedores, ouvindo as críticas e respondendo às cobranças com tom de respeito, ainda que firme.

Jogadores Reconhecem Momento Difícil

Samuel Xavier e Canobbio foram os mais ativos no diálogo. O uruguaio Canobbio admitiu a queda de desempenho da equipe nas últimas partidas, mas descartou qualquer ligação com o adiamento do clássico contra o Flamengo, além de negar rumores de desunião ou falta de comprometimento no elenco. Ele também esclareceu uma declaração polêmica feita na zona mista após o jogo, explicando que optou por não falar no momento devido à irritação com a arbitragem, que, segundo ele, permitiu o adversário fazer 'cera'. Canobbio revelou ainda que foi orientado a evitar comentários para não correr risco de punição pela Conmebol.

Samuel Xavier, por sua vez, reconheceu o mau momento, mas pediu paciência à torcida, lembrando a força do Fluminense jogando no Maracanã em tempos recentes. Ele citou a campanha de 2023 na Libertadores, quando o time superou dificuldades na fase de grupos e acabou se recuperando ao longo do torneio. Enquanto isso, Martinelli e Renê adotaram uma postura mais reservada, escutando as manifestações. Em um momento de apoio, torcedores exaltaram Martinelli, gritando que ele é 'um dos nossos', reconhecendo sua identificação com o clube.

Diretoria Assume Responsabilidade

Pela diretoria, Mattheus Montenegro foi quem mais se pronunciou. Ele assumiu a responsabilidade por decisões recentes que geraram descontentamento, como o adiamento do Fla-Flu. Montenegro explicou que a mudança na data não foi uma decisão exclusiva do clube, envolvendo acordos com CBF, emissoras e órgãos de segurança. Ainda assim, admitiu que, se estivesse na arquibancada, também criticaria, mas destacou que, na gestão, é preciso ponderar diversos fatores, mesmo que isso vá contra o desejo dos torcedores. O presidente reforçou que acredita ter tomado a melhor decisão para o clube naquele contexto.

Detalhes da Derrota no Maracanã

A derrota para o Independiente Rivadavia no Maracanã foi um dos estopins para o protesto. O Fluminense começou bem, abrindo o placar aos 9 minutos com Guilherme Arana, após cruzamento de Savarino. No entanto, o time perdeu o controle ainda no primeiro tempo, sofrendo o empate aos 36 minutos em uma falha na bola aérea, com gol de Sartori. No segundo tempo, erros defensivos culminaram na virada argentina, com Arce marcando aos 6 minutos. Apesar de uma pressão final, com chances claras de Savarino e John Kennedy, o Tricolor não conseguiu reverter o placar, saindo de campo sob vaias e gritos de 'sem vergonha' da torcida.

O diálogo com os torcedores terminou sem maiores incidentes, mas deixou evidente a insatisfação da torcida tricolor com o momento da equipe. Agora, o Fluminense busca a recuperação no Brasileirão, enfrentando o Santos na Vila Belmiro, no próximo domingo (19).

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